Política

13/02/2020 13:55

Bolsonaro recebe bancada do agro, pede apoio para o Brasil e exploração de mineração em terras indígenas

(Brasília-DF, 13/02/2020) O Presidente Bolsonaro recebeu a bancada do agronegócio representada pela Frente  Parlamenta da Agropecuária(FPA)  e destacou a importância do envolvimento da bancada na aprovação do projeto que regulamenta a mineração, produção de petróleo, gás e geração de energia elétrica em terras indígenas (PL 191/2020) no Congresso Nacional. Bolsonaro pediu que os parlamentares façam a defesa do Brasil.

“O tema principal foi a emenda que nós aprovamos [na MP 897/19] sobre crédito rural. Um projeto muito amplo, que [cria e] tem o [fundo de] aval solidário – uma novidade, e também com a perspectiva de prorrogar os débitos, sobretudo os nordestinos, e foi isso que o presidente falou. E também sobre a questão do meio ambiente que está muito problemática, em que o Brasil está sendo massacrado no mundo todo, e o presidente criou um conselho da Amazônia comandada pelo vice-presidente da República, Mourão, e então ele [Bolsonaro] estava muito entusiasmado com esses projetos novos e a bancada ruralista vai dar todo o apoio na tramitação desta matéria no Congresso Nacional”, disse o deputado Roberto Pessoa(PSDB-CE), fundador da Bancada do Nordeste e membro da FPA. 

Sobre o PL 191/2020, o presidente FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), destacou a importância da medida.  “Só vai produzir na propriedade o índio que quiser produzir. Mas não tem sentido ele ter 1,311 milhão de hectares como a etnia Parecis, no Mato Grosso, do outro lado tem uma propriedade de 70 mil, 80 mil hectares em que o proprietário vai muito bem, obrigado, e naquela população indígena, o cidadão ter que fazer balaio”, argumentou.

Roberto Pessoa falou à Política Real após o evento em seu gabiente 

Moreira afirmou que é preciso dar condições de escolha aos índios no Brasil. “Não há nenhuma legislação obrigando comunidade indígena a fazer qualquer coisa na sua propriedade. Se o indígena não quiser, ele não faz, se ele quiser continuar vivendo do extrativismo, da caça e pesca, nada interferi nesse projeto de lei,” explicou.

Moreira defendeu também mais investimento para extensão e assistência técnica ao produtor rural. “Um país que se predispõe a ter como um eixo fundamental de sua economia o agro não pode deixar de representar no orçamento assistência técnica e extensão rural, pesquisa e inovação e defesa sanitária. São eixos da garantia da sustentabilidade na produção. Se não está no orçamento, alguém que trabalhou o orçamento não deu a importância devida”, disse o presidente da FPA.

Alceu Moreira ressaltou que não é justo uma instituição como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ter problemas orçamentários enquanto o Brasil tem necessidade de melhorar a sua comunicação científica. “Podemos exigir tudo da Embrapa. O que não podemos é tirar o seu recurso porque ela como instituição de pesquisa é a mais importante nacional e internacionalmente”, afirmou o parlamentar.

No fim do ano passado, só na Embrapa, o corte foi de quase metade do que foi destinado em 2019 – a proposta orçamentária do governo destina R$ 1,982 bilhão à estatal em 2020, redução de R$ 1,732 bilhão sobre o valor aprovado para o ano passado, de R$ 3,634 bilhões.

(da redação com informações de assessoria.)


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