Os sintomas do TDAH começam na infância, geralmente com hiperatividade, e na maioria dos casos continuam por toda a vida.
Para se falar em TDAH (Transtorno do Déficit de Déficit de Atenção e Hiperatividade), é preciso entender melhor o que é atenção e hiperatividade. A atenção é uma parte do nosso cérebro que nos ajuda a focar em algo, ignorando o que não é importante. A cognição é o conjunto de processos mentais que nos permite aprender, lembrar, resolver problemas e nos comunicar.
- O TDAH começa na infância e pode continuar na vida adulta.
- A pessoa com TDAH tem dificuldade de manter o foco em uma tarefa.
- Ela pode se distrair facilmente, até com barulhos pequenos.
- A hiperatividade em adultos vira uma inquietação interna.
- O diagnóstico pode ser tardio, pois os sintomas na infância são leves.
A atenção é dividida em cinco tipos: atenção sustentada (manter o foco por muito tempo), atenção seletiva (focar no que é importante ignorando distrações), atenção alternada (mudar o foco entre tarefas), atenção dividida (fazer duas coisas ao mesmo tempo) e hiperfoco (atenção muito forte em algo prazeroso).
O TDAH é um problema do desenvolvimento do cérebro, caracterizado por desatenção e hiperatividade. É uma condição que dura a vida toda e atrapalha os estudos, o trabalho e os relacionamentos.
A pessoa com TDAH tem dificuldade nos primeiros quatro tipos de atenção. Não consegue ler um livro sem se distrair, presta atenção em tudo ao redor, tem dificuldade em ser interrompida e não consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo. O hiperfoco, porém, é comum: a pessoa pode jogar por horas sem parar para comer ou beber.
A causa do TDAH é multifatorial, incluindo fatores genéticos (em 80% dos casos) e ambientais, como o uso de álcool, tabaco e drogas pela mãe durante a gravidez. Prematuridade e complicações no parto também podem contribuir.
Os sintomas começam na infância, geralmente com hiperatividade, e continuam na vida adulta. No adulto, a hiperatividade externa vira inquietação interna, e a desatenção fica mais evidente no trabalho, nas finanças e nos relacionamentos. A impulsividade também é comum.
Muitas vezes, o diagnóstico é tardio, porque os sintomas na infância foram leves ou a criança era muito inteligente e conseguia compensá-los. Essas crianças eram chamadas de preguiçosas ou ansiosas.
No adulto, esses rótulos continuam, mas o diagnóstico e o tratamento adequado podem resolver o problema.


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