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Sinais escondidos do câncer de ovário podem atrasar o diagnóstico

Cidades câncer 01/06/2026 10:33 Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Médicos explicam que sintomas como barriga inchada, dor na barriga e vontade de fazer xixi toda hora são muitas vezes ignorados ou confundidos com problemas comuns, o que pode atrasar a descoberta do câncer de ovário.

O diagnóstico precoce é muito importante para aumentar as chances de sucesso no tratamento do câncer de ovário. Mas muitos dos primeiros sintomas são ignorados ou confundidos com problemas de saúde mais simples, o que pode atrasar a descoberta da doença.

  • O câncer de ovário é mais comum em mulheres entre 60 e 70 anos, mas pode aparecer em qualquer idade.
  • Ter barriga inchada que não melhora com mudanças na alimentação é um sinal de alerta importante.
  • Dor na barriga ou na região pélvica pode ser confundida com cólica menstrual ou problemas no estômago.
  • A maioria dos casos de câncer de ovário acontece em mulheres sem histórico familiar da doença.
  • Sintomas que duram mais de duas semanas, como vontade de urinar toda hora, precisam ser investigados por um médico.

A oncologista Nanditha Sesikeran, em entrevista ao site HealthShots, alertou para os chamados sintomas silenciosos do câncer de ovário.

Os primeiros sintomas são sutis, vagos e fáceis de confundir com problemas de saúde comuns. Essa falta de sinais claros faz com que muitas mulheres sejam diagnosticadas só em estágios mais avançados, quando o tratamento fica mais difícil e os resultados não são tão bons, explicou.

Principais sinais de alerta

O inchaço na barriga que não vai embora, mesmo depois de mudar a alimentação, é um dos principais sinais de alerta. Outro sintoma comum é a dor na região pélvica ou na barriga, que muitas vezes é confundida com cólica menstrual ou problemas no estômago.

A especialista também fala sobre a dificuldade para comer ou a sensação de estômago cheio muito rápido como possíveis sinais da doença, já que podem indicar a pressão causada por um tumor crescendo na região da barriga.

Além disso, a vontade de urinar com frequência também merece atenção, embora muitas vezes seja confundida com infecção urinária.

O que torna esses sintomas tão perigosos é que eles não param. Embora episódios de inchaço ou desconforto de vez em quando sejam normais, sintomas que duram mais de duas semanas devem levar a pessoa a procurar um médico, afirmou a oncologista.

Mitos sobre o câncer de ovário

Especialistas também alertam para alguns mitos sobre o câncer de ovário. A médica Mônica Pires, presidente da seção de ginecologia oncológica da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, esclareceu algumas crenças comuns sobre a doença.

Mito 1: O câncer de ovário afeta só mulheres mais velhas

Segundo a especialista, o câncer de ovário é mais comum em mulheres de 60 a 70 anos. Mas a doença pode aparecer em qualquer idade, especialmente em alguns tipos específicos de tumores que surgem mais cedo.

Mito 2: Quem não tem histórico familiar não corre risco

A médica explica que a maioria dos casos é esporádica, ou seja, acontece mesmo sem histórico familiar conhecido. Porém, famílias com casos de câncer de mama ou outros tumores ligados a mudanças genéticas podem ter maior risco para câncer de ovário. Por isso, a avaliação genética é recomendada em casos com histórico familiar importante ou diagnóstico em idade jovem.

Mito 3: A vacina contra HPV protege contra câncer de ovário

De acordo com Mônica Pires, a vacina contra o HPV não previne câncer de ovário. Ela explica que a vacina protege apenas contra lesões e tumores ligados ao HPV, como câncer de colo do útero, vulva, vagina, ânus e alguns tipos de câncer de garganta. O câncer de ovário não está relacionado à infecção por HPV e, por isso, não pode ser prevenido pela vacina, esclareceu a especialista.