A paralisação dos motoristas de ônibus no Rio de Janeiro começou em 29 de junho e continua porque as negociações com os empresários não avançaram. Esta foi a quinta tentativa de acordo, mas as partes não chegaram a um consenso. Os motoristas pedem 12% de aumento salarial, mas os patrões oferecem apenas 5%.
Na quinta rodada de negociação entre rodoviários e empresários, que aconteceu no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta quarta-feira, as partes não chegaram a um acordo sobre as demandas dos motoristas. As empresas mantiveram a oferta de reajuste salarial de 5%, enquanto os motoristas pedem 12%. Além disso, os patrões propuseram um aumento de 6% na cesta básica, que chegaria a cerca de R$ 700. O Sindicato dos Rodoviários rejeitou a proposta, alegando que, com os descontos, a cesta ficaria em cerca de R$ 600, valor que não mudaria a vida dos trabalhadores.
- Os motoristas pedem 12% de aumento, mas as empresas oferecem apenas 5%.
- A cesta básica teria um aumento de 6%, mas o sindicato acha pouco.
- Esta foi a quinta tentativa de acordo desde o início da greve, em 29 de junho.
- Os motoristas podem parar os ônibus a qualquer momento, mas o presidente do sindicato diz que não há greve marcada.
- Uma nova assembleia vai acontecer na quinta-feira para decidir os próximos passos.
Assim, os motoristas mantiveram o estado de greve, o que significa que eles podem iniciar uma paralisação a qualquer momento. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou, porém, que não há expectativa de nova greve no momento. Na quinta-feira, a categoria se reunirá em assembleia, a partir das 16h, na sede da entidade, na Estrada do Otaviano, 404, em Rocha Miranda, para discutir os termos da negociação desta quarta e os próximos rumos da mobilização. O sindicato afirma que recorrerá à Justiça. As partes têm dez dias para apresentar recurso ao TRT.
Inicialmente, os trabalhadores pediram reajuste salarial de 17% e depois baixaram para 12%. De acordo com os representantes da Rio Ônibus, o sindicato patronal, não haverá uma nova proposta de ajuste salarial. Os empresários haviam se comprometido a debater nesta última reunião outras questões, como a cesta básica. Outro pedido dos motoristas é que o intervalo de 30 minutos para almoço seja reajustado.
No último dia 2, a classe suspendeu a paralisação na esperança de que as negociações avançassem. As outras tentativas de acordo sob mediação do TRT-RJ aconteceram nos dias 30/6, 1º/7, 6/7 e 15/7.


Segundo dia de greve dos Rodoviários no Rio de Janeiro. Ônibus lotado no Terminal Gentileza. Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo






