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Jovens da Itália visitam Mato Grosso para viver fé e cultura

Cidades Intercâmbio 26/07/2026 14:31 Helena Werneck (Gazeta Digital) folhamax.com

Um grupo de 30 jovens italianos está viajando pelo Brasil em uma expedição que mistura troca cultural, espiritualidade e contato com comunidades onde missionários italianos trabalharam. Em Mato Grosso, eles visitaram cidades como Ribeirão Cascalheira, Várzea Grande e Nobres, e agora seguem para o Pantanal. A experiência inclui danças, comidas típicas e visitas a projetos sociais.

Um grupo de 30 jovens da cidade de Cuneo, no norte da Itália, está fazendo uma viagem pelo Brasil para conhecer novas culturas, viver momentos de fé e visitar comunidades onde missionários italianos trabalharam ao longo dos anos. Em Mato Grosso, eles passaram por Ribeirão Cascalheira, Várzea Grande e Nobres, e agora seguem para o Pantanal.

  • Os jovens são de Cuneo, no norte da Itália, e pagaram 200 euros por mês para participar da viagem.
  • A expedição é organizada pelo padre Carlo Pellegrino, que já foi missionário em Mato Grosso.
  • Eles visitaram comunidades, dançaram siriri, ouviram cururu e experimentaram comidas típicas, como guaraná ralado e bolo de arroz.
  • O grupo também conheceu projetos sociais e associações culturais em Várzea Grande.
  • A viagem termina no dia 30 de julho, com passagem por Foz do Iguaçu antes de voltar para a Itália.

A expedição é coordenada pelo padre Carlo Pellegrino, que já atuou como missionário e pároco na Paróquia São Sebastião, em Várzea Grande, além de Ribeirão Cascalheira e Alto Boa Vista, na região do Araguaia.

"São 30 jovens italianos de Cuneo, do norte da Itália. O objetivo é fazer uma experiência. Nossos participantes fazem parte de grupos de jovens de paróquias e também do movimento escoteiro. Foram abertas as inscrições e os primeiros 30 que se inscreveram foram aceitos", explicou o padre.

O roteiro começou em Brasília, onde o grupo ficou nos dias 15 e 16 de julho. Entre os dias 17 e 19, os jovens estiveram em Ribeirão Cascalheira e participaram da Romaria dos Mártires da Caminhada, uma tradicional manifestação religiosa da região do Araguaia.

"No dia 20, chegamos a Várzea Grande. Conhecemos a associação Acamis, no Cabo Michel, depois o trabalho de Ozires e o Centro Popular Dorcelina Folador", contou o padre Carlo.

Cultura e tradições locais

Na cidade, os italianos também visitaram a Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso (AMFMAT), localizada no Jardim Glória I. Lá, eles conheceram de perto as manifestações que fazem parte da identidade cultural de Mato Grosso.

Os jovens dançaram siriri com as crianças, ouviram cururu e tiveram contato com instrumentos tradicionais, como a viola de cocho, o ganzá e o mocho. Eles também acompanharam o processo artesanal de fabricação da viola de cocho e experimentaram sabores regionais, como o guaraná ralado e o bolo de arroz.

Ozires Paulo, que acompanhou a visita, destacou a interação do grupo com a cultura local. "Eles conheceram e puderam experimentar e vivenciar nossos sabores e a nossa cultura. Dançaram siriri com as crianças, conheceram e tocaram os instrumentos, acompanharam o modo de fazer a viola de cocho com os artesãos e ouviram o cururu", afirmou.

Segundo ele, a experiência deixou uma marca afetiva nos visitantes. "Eles vivenciaram e levaram consigo, na memória e no coração, um pouquinho de Mato Grosso", completou.

Próximos destinos

Depois de Várzea Grande, o grupo seguiu para Nobres, onde conheceu as belezas naturais da região. A programação também prevê que os jovens sejam acolhidos por famílias brasileiras, ampliando o contato com o dia a dia e os costumes locais. Em seguida, a expedição seguirá para Foz do Iguaçu. O retorno à Itália está previsto para o dia 30 de julho.

A viagem foi organizada com a ajuda financeira dos próprios jovens e da comunidade religiosa. "Cada um deles pagou 200 euros por mês, de janeiro a setembro. Além disso, a paróquia investiu 15 mil euros", explicou o sacerdote.

Mais do que conhecer pontos turísticos, a expedição busca aproximar os jovens dos lugares onde padres italianos deixaram contribuições religiosas e sociais. Em Mato Grosso, o percurso uniu fé, memória, cultura popular e contato direto com as comunidades.