Jovem de 24 anos admite ter participado do plano, mas afirma que não foi ele quem executou o ataque.
Um homem se apresentou na 12ª DP (Copacabana), na noite desta segunda-feira (03/08), para confessar sua participação no ataque que incendiou uma viatura da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), em Copacabana, Zona Sul do Rio, no fim do mês de julho. O suspeito foi identificado como Pedro Henrique da Silva Castro.
- Pedro Henrique da Silva Castro, de 24 anos, é camelô e trabalha na orla de Copacabana.
- Ele confessou ter participado do plano, mas afirma que não foi com o grupo no momento do ataque.
- O ataque aconteceu no dia 23 de julho, na Praça Serzedelo Corrêa, em Copacabana.
- Outros três suspeitos já foram identificados: dois estão presos e um está foragido.
- Pedro foi indiciado por dano qualificado e associação criminosa, mas foi liberado por não haver flagrante ou mandado de prisão.
No dia 23, um explosivo foi atirado contra um veículo da Seop à noite, estacionado na Praça Serzedelo Corrêa, no coração de Copacabana. O incidente foi categorizado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) como uma resposta direta das máfias que operam na orla carioca contra as ações de fiscalização e ordenamento do programa Tolerância Zero.
O que disse o suspeito
Em depoimento, Pedro Henrique, de 24 anos, que é camelô e trabalha na orla do bairro, revelou que a ideia inicial era queimar caixas de madeira e pneus, mas ele e mais quatro homens decidiram atear fogo no veículo com a ideia de causar um impacto maior.
O homem ainda relatou a ação de suspeitos que já foram identificados pela polícia, como Juan do Nascimento Silva e Alexsandro Cosmo Nunes, presos em julho, e Fernando dos Santos Feliciano, que está foragido.
Como aconteceu o ataque
Pedro lembrou ainda que Juan, Alexsandro, Fernando, e outros dois homens que não conhece saíram da comunidade Pavão-Pavãozinho, também na Zona Sul, com garrafas contendo líquido inflamável com o objetivo de danificar a viatura. Apesar de ter confessado participar do plano do incêndio, o jovem afirmou que não foi com o grupo, e se dirigiu até uma manifestação que acontecia na região.
O que diz a polícia
O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, conta que Pedro trouxe relatos sobre os investigados, e que ele será indiciado pelos mesmos crimes de dano qualificado e associação criminosa. Entretanto, como não houve situação de flagrante e não havia mandado de prisão, o homem, que não tinha antecedentes criminais, foi liberado.


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