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Inflação deve subir mais do que o esperado, mostra pesquisa Focus

Economia Inflação 15/06/2026 09:53 Estadão Conteúdo jovempan.com.br

A pesquisa Focus, que ouve economistas, mostra que a previsão para a inflação em 2026 subiu para 5,30%, valor bem acima do teto permitido pelo governo, que é de 4,50%. Isso significa que os preços podem subir mais para o consumidor. A pesquisa também mostra que as projeções para os anos seguintes também pioraram.

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 aumentou pela 14ª semana seguida, de 5,11% para 5,30%. Esse valor está bem acima do teto da meta de inflação, que é de 4,50%. A meta é o limite que o governo quer que os preços subam. Quando a inflação passa desse limite, o dinheiro perde valor mais rápido e o custo de vida aumenta. Considerando apenas as 104 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, que são as mais recentes, a mediana subiu de 5,17% para 5,35%.

Antes de continuar, veja alguns pontos importantes para entender a notícia:

  • O que é inflação É a subida geral dos preços de produtos e serviços, como comida, aluguel e gasolina. Quando a inflação está alta, seu dinheiro compra menos coisas.
  • O que é a pesquisa Focus É uma pesquisa feita toda semana pelo Banco Central. Ela ouve vários economistas e instituições financeiras para saber o que eles acham que vai acontecer com a inflação e a economia.
  • O que é a meta de inflação É um valor que o governo define como ideal para a inflação. O centro da meta é 3%, mas há uma tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. Ou seja, a inflação pode ficar entre 1,5% e 4,50% sem que o Banco Central seja considerado culpado.
  • Por que a inflação subir é ruim Quando a inflação sobe muito, o Banco Central precisa aumentar a taxa de juros para tentar controlar os preços. Juros mais altos encarecem os empréstimos e o financiamento, o que desacelera a economia e pode aumentar o desemprego.
  • O que é o Copom É o comitê do Banco Central que decide a taxa básica de juros (Selic). Eles se reúnem a cada 45 dias para definir a política econômica do país.

A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 também subiu, de 4,03% para 4,10%. Um mês antes, essa previsão era de 4,00%. Considerando apenas as 104 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa passou de 4,00% para 4,20%. Isso mostra que os economistas estão cada vez mais preocupados com a inflação para os próximos anos.

A mediana do Focus para a inflação de 2028 aumentou um pouco, de 3,65% para 3,68%. Um mês antes, era de 3,65%. Já para 2029, a previsão continuou em 3,50% pela 41ª semana seguida, sem mudanças. Essas projeções mostram que, mesmo no longo prazo, a inflação deve ficar acima do centro da meta de 3%.

A trajetória prevista pelo mercado continua acima da esperada pelo Banco Central. Isso acontece mesmo depois que o Copom revisou suas próprias estimativas para cima na reunião de abril. O colegiado prevê uma alta de 4,6% para o IPCA em 2026 e 3,5% em 2027, valores que também ficam acima do centro da meta.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua. Isso significa que ela é medida pelo IPCA acumulado em 12 meses, sem um ano fixo. O centro continua sendo de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses seguidos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo, o que pode gerar consequências para a economia do país.