O Banco Central reafirmou que vai reduzir a taxa Selic com cuidado, porque a inflação ainda preocupa e há riscos no cenário internacional, como os conflitos no Oriente Médio. O Copom já cortou os juros três vezes seguidas e vai continuar monitorando a situação para definir os próximos passos.
O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou nesta terça-feira (23), na ata da reunião de junho, que o tamanho do corte da taxa Selic vai depender de como a economia se comportar. O Banco Central disse que está agindo com cuidado para garantir que a inflação fique dentro da meta, mesmo com um cenário de muitas incertezas e riscos de alta dos preços.
- A taxa Selic caiu para 14,25% ao ano, depois de três cortes seguidos.
- O Copom está reduzindo os juros aos poucos, com muita cautela.
- Os conflitos no Oriente Médio podem aumentar a inflação no Brasil.
- Para 2026, a previsão é que a inflação fique acima do limite desejado.
- A decisão dos próximos cortes depende da evolução da economia e dos preços.
Na reunião encerrada na quarta-feira (17), o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25%. Foi o terceiro corte seguido.
Na ata, o Copom afirmou que atua com calma e cuidado para que os próximos passos possam levar em conta novas informações sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio. O documento cita os efeitos diretos e indiretos desse cenário sobre o nível de preços, além das incertezas sobre a cadeia global de suprimentos e os preços de matérias-primas.
O Comitê também avaliou que a redução da Selic para 14,25% é compatível com a estratégia de trazer a inflação para perto da meta. Segundo o colegiado, a decisão preserva o objetivo de garantir a estabilidade de preços e também ajuda a suavizar as oscilações da economia e a estimular o emprego.
As projeções da ata indicam alta de 5,2% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta, de 4,5%. Para 2027, a estimativa é de 3,7%, acima do centro da meta, de 3,0%.
Para os preços livres, o Copom projeta altas de 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027. Para os administrados, as estimativas são de 4,7% e 3,9%, respectivamente. O cenário de referência considera trajetória de juros do relatório Focus, bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027, taxa de câmbio inicial de R$ 5,10 e preços do petróleo seguindo a curva futura por seis meses, com alta de 2% ao ano depois desse período.
A ata reforça que o Copom vai manter o ajuste da Selic de acordo com as novas informações sobre inflação e o ambiente de incerteza, após levar a taxa básica para 14,25% na reunião de junho.


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