Um novo livro mostra como empresas e empreendedores podem acessar os quase R$ 1,3 trilhão que o governo brasileiro oferece para financiar o setor produtivo, mas que muitas vezes não chegam a quem precisa por causa de burocracia e falta de informação.
Em 2024, o governo brasileiro e seus agentes disponibilizaram quase R$ 1,3 trilhão para financiar o setor produtivo. Porém, cerca de 80% desse dinheiro nunca chegou aos empreendedores por causa da burocracia, da falta de suporte técnico e do desconhecimento dos mecanismos de captação. Para ajudar a resolver esse problema, os professores João Ricardo Matta e Raymundo de Castro Monte lançaram o livro "Quem quer dinheiro - O manual definitivo da captação de recursos públicos no Brasil" pela Editora Actual, do Grupo Editorial Alta Books.
- O Brasil oferece muito dinheiro para empresas, mas 80% não é usado porque os empreendedores não sabem como pedir.
- O livro ensina o passo a passo para conseguir esses recursos, desde a inscrição até a liberação do dinheiro.
- Os autores são especialistas com experiência em grandes empresas e no governo, e escreveram de forma simples e prática.
- A obra mostra como o BNDES, a Finep e outros bancos públicos funcionam, e como se preparar para pedir financiamento a eles.
- O livro não é só sobre pedir dinheiro, mas sobre como usar o dinheiro de forma inteligente para fazer o negócio crescer.
A obra nasce como resposta direta a um dos principais problemas para o desenvolvimento do setor produtivo no país: transformar projetos em dinheiro de verdade. Se, por um lado, o Brasil disponibiliza volumes enormes de recursos, por outro, grande parte desse montante não é acessada nem por empresas que enfrentam dificuldades de capital de giro, nem por startups e negócios inovadores que não conseguem avançar por falta de financiamento adequado. É nesse cenário que o livro se posiciona como um guia prático e estratégico.
Partindo de uma leitura realista do sistema de financiamento nacional, os autores desmistificam o funcionamento do Sistema Nacional de Fomento, uma rede ampla e descentralizada que reúne bancos públicos, agências estaduais, fundos de investimento e instituições voltadas à inovação. Ao traduzir a lógica de atuação de agentes como BNDES, Finep e bancos regionais, eles oferecem não apenas informação, mas clareza de caminho, algo raro em um ambiente frequentemente visto como rígido, fragmentado e pouco transparente.
O que torna o livro diferente
O grande diferencial do lançamento está na abordagem prática. Em vez de se limitar à explicação teórica dos mecanismos de financiamento, os especialistas orientam sobre todas as etapas do processo de captação, assumindo que o sucesso nessa jornada depende menos de sorte e mais de preparação organizada. Os autores apresentam, de forma objetiva, como uma empresa deve se organizar para pedir recursos, desde o diagnóstico até a adaptação do plano de negócios às exigências de cada instituição.
O que você precisa saber para conseguir o dinheiro
O livro trata de elementos técnicos fundamentais, como construção de projeções financeiras consistentes, análise de viabilidade econômica, organização de documentos e cumprimento de exigências legais, fatores que, na prática, determinam a aprovação ou reprovação de projetos. Além disso, discutem aspectos frequentemente esquecidos, como a gestão do dinheiro captado e o relacionamento contínuo com as instituições que financiam.
A consistência do conteúdo está diretamente ligada à trajetória dos autores. João Ricardo Matta é doutor em Marketing, professor de MBAs na Fundação Getulio Vargas (FGV) e fundador da consultoria BR Funding. Raymundo de Castro Monte é economista, especialista em auditoria tributária e também professor. Embora lidem com um tema complexo, eles mantêm uma escrita acessível, sem abrir mão do rigor. Essa combinação torna o conteúdo aplicável a diferentes perfis, desde empreendedores iniciantes até gestores experientes e profissionais de finanças e inovação.
"Quem quer dinheiro" democratiza o acesso aos recursos e oferece um roteiro claro para que empresas deixem de ver a captação como um obstáculo e passem a considerá-la uma competência estratégica. Ao conectar teoria, prática e experiência de mercado, a obra propõe uma mudança de mentalidade: em vez de apenas buscar crédito, é preciso saber como acessar esse recurso e estar efetivamente preparado para fazer bom uso dele.


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