A partir de agosto de 2026, os supermercados terão que se adaptar a novas regras fiscais, mas isso pode ser uma oportunidade para melhorar a gestão e ganhar vantagem no mercado.
A reforma tributária começa uma nova fase a partir de 3 de agosto de 2026, quando empresas do regime normal terão que emitir notas fiscais eletrônicas com os campos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) preenchidos. Isso inclui uma alíquota teste de 1%. Essa mudança, definida pelo Comitê Gestor do IBS, é importante para o setor de supermercados, que lida com muitos produtos, fornecedores e regras tributárias diferentes.
- A partir de 2026, as notas fiscais dos supermercados precisarão ter novos campos obrigatórios.
- Se os campos não forem preenchidos corretamente, as notas podem ser rejeitadas pelos sistemas.
- Um especialista diz que a reforma é uma chance para os supermercados se organizarem melhor.
- Supermercados que se adaptarem podem reduzir erros e melhorar seus controles.
- A reforma pode ajudar os supermercados a tomar decisões mais seguras sobre seus negócios.
Leonardo Bastos, que é contador e especialista em impostos, diz que essa reforma é mais do que uma obrigação. Segundo ele, é uma oportunidade para os supermercados trabalharem com mais eficiência e melhorarem a gestão dos impostos. "A reforma obriga as empresas a olharem para processos que muitas vezes ficaram parados por anos. Quando um supermercado revisa cadastros, classificação fiscal e integração entre sistemas, ele reduz erros e ganha capacidade para tomar decisões com mais segurança", explica.
Reforma exige organização
A obrigação de preencher os novos campos fiscais faz com que as empresas revisem informações de produtos, regras tributárias e sistemas. Sem essas mudanças, as notas fiscais podem ser rejeitadas pelos sistemas. Nos supermercados, o desafio é maior por causa do grande número de itens e fornecedores. Um erro em parte do cadastro pode causar retrabalho e atrasos. "A preocupação não deve ser só cumprir a lei. Quem aproveitar para organizar a operação estará construindo uma base mais sólida para os próximos anos", diz o contador.
Eficiência fiscal como vantagem
Dados do IBGE mostram que os supermercados são importantes para o comércio brasileiro, e as mudanças podem afetar suas operações. Segundo o especialista, empresas que usarem este período para revisar processos podem reduzir erros fiscais e melhorar controles. "Por muitos anos, o departamento fiscal foi visto só como uma área de obrigações. A reforma aproxima a gestão tributária da estratégia empresarial. Quanto melhor a qualidade dos dados, maior será a capacidade de controlar custos e proteger margens", afirma.
Revisão contínua após a transição
Na opinião do especialista, a adaptação não termina quando os novos campos forem implementados. Os supermercados devem adotar uma rotina mais frequente de auditoria e revisão. "Os empresários que virem isso só como uma obrigação farão o mínimo. Já aqueles que usarem a reforma para reorganizar a empresa poderão ganhar produtividade e segurança fiscal", conclui.


Imagem ilustrativa de supermercado







