A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apoiou a medida do governo que libera crédito emergencial para empresas brasileiras prejudicadas pela nova tarifa de 25% dos Estados Unidos. O plano, chamado Brasil Soberano 3, vai destinar até R$ 18,5 bilhões para ajudar setores como aço, alumínio, automóveis e móveis, que foram muito afetados.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera oportuna a disponibilização de crédito emergencial para as empresas afetadas pela tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, que inclui setores cujas exportações foram prejudicadas pela guerra no Oriente Médio, ajuda a aliviar o duro golpe recebido por setores importantes da indústria nacional.
A indústria de transformação deve ser o setor mais impactado pela tarifa adicional, pois 47% do valor total das exportações desse segmento são alcançadas pela medida do governo dos EUA.
- A tarifa de 25% dos EUA afeta diretamente produtos como aço, alumínio, carros e móveis.
- A indústria de transformação, que inclui fábricas que produzem bens, é a mais prejudicada.
- O governo brasileiro vai liberar até R$ 18,5 bilhões em crédito para ajudar essas empresas.
- Setores como madeira, plástico, calçados e papel também estão na lista dos afetados.
- A CNI sugere que essa ajuda pode se tornar parte de um plano maior para aumentar as exportações brasileiras.
Para a CNI, a sobreposição dessa barreira protecionista ao estrangulamento financeiro das empresas evidencia a urgência do pacote governamental. Vale destacar que esses setores já lidam com um conjunto de amarras operacionais e tributárias diariamente, como os juros altos e a incidência do IOF sobre operações de crédito, pilares do perverso Custo Brasil.
Há espaço, no entanto, para que a resposta emergencial anunciada pelo governo seja um dos instrumentos de uma 7ª missão da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada para a ampliação da inserção da indústria brasileira no mercado internacional.
Governo disponibiliza R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito
Anunciado pelo governo nesta quarta-feira (22), o Plano Brasil Soberano 3, uma extensão das medidas emergenciais anteriores, disponibilizará até R$ 18,5 bilhões em recursos aos setores afetados pela medida norte-americana, bem como por conflitos internacionais, além de proporcionar linhas de crédito menos custosas para setores estratégicos para a balança comercial, fertilizantes e minerais críticos.
Setores beneficiários previstos:
Grupo 1: Afetados por tarifas comerciais dos EUA
- Seção 232 do USTR: aço, alumínio, automotivo e móveis.
- Seção 301 do USTR: madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, produtos cerâmicos, plástico, calçados, papel e açúcar.
Grupo 2: Setores industriais estratégicos
- Têxtil; químicos; farmacêuticos; automotivo; equipamentos de informática; produtos eletrônicos e ópticos; máquinas, equipamentos e materiais elétricos; outros equipamentos de transporte; borracha e plástico; máquinas e equipamentos; minerais críticos; e fertilizantes.
Grupo 3: Exportações para o Golfo Pérsico e setores afetados
- Arábia Saudita; Catar; Bahrein; EUA; Iraque; Irã; Kuwait; e Omã.


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