O jurista Ives Gandra da Silva Martins alerta que os gastos do governo Lula, especialmente em ano eleitoral, estão colocando em risco a saúde financeira do país. Ele explica que a dívida pública pode chegar a números muito altos, os juros estão sufocando as empresas e os programas sociais, como o Bolsa Família, precisam ser melhor administrados para não desestimular o trabalho. O artigo defende que, seja qual for o próximo governo, será necessário um ajuste econômico duro para consertar os problemas causados pela falta de controle nos gastos públicos.
Tenho alertado sobre um dos principais problemas da campanha eleitoral do presidente Lula, que é o fato de ele realizar gastos de caráter eleitoreiro, sem nenhum controle. Trata-se, pois, do que os editoriais de todos os grandes jornais do país têm noticiado e os economistas têm também, insistentemente, comentado.
- A dívida do Brasil pode chegar a quase 100% do PIB em 2035 se os gastos continuarem como estão.
- O governo Lula deve terminar 2026 com uma dívida de 83,2%, enquanto o governo anterior deixou 71%.
- O número de empresas pedindo recuperação judicial triplicou desde 2023.
- Os juros altos estão prejudicando a economia e as empresas.
- Existem cerca de 250 mil vagas de emprego abertas, mas as pessoas não querem trabalhar por causa dos benefícios sociais.
O cenário externo de juros é de taxas altas e os gastos do atual governo põem em xeque o processo de ajuste fiscal por ele mesmo criado. Espera-se que a dívida chegue a 99,8% do PIB em 2035, se o governo continuar com esses programas de caráter eleitoreiro. Além disso, a previsão é de que o governo do presidente Lula terminará, em 2026, com uma dívida de 83,2%, sendo que o ex-presidente Bolsonaro reduziu, no seu mandato, o endividamento do país, deixando-o em 71%.
Lula gastou, gastou, gastou e continua gastando sem respeitar nem mesmo o arcabouço fiscal, no qual tudo virou exceção.
Chegamos a este ponto triste de termos um endividamento previsto de 83% no fim deste ano, com uma pressão tributária enorme pois houve aumento da carga tributária e, ao mesmo tempo, com juros que arrebentam as empresas.
Três vezes mais empresas foram para a recuperação judicial do que o que normalmente acontecia na história do Brasil, considerando a média até 2023, momento em que o presidente Lula assumiu.
Estamos com a economia brasileira colapsada. Qualquer que seja o governo a assumir em 2027, terá problemas enormes.
Além de não fazer a lição de casa, temos que contar com a pressão externa deste processo gangorra entre Estados Unidos e Irã, em que fazem e desfazem acordos. O mesmo ocorre com o preço do petróleo, que aumenta conforme a abertura ou o fechamento do Estreito de Ormuz e, mesmo assim, o governo brasileiro continua gastando.
Sou favorável ao Bolsa Família sob controle, mas não como ele está sendo gerido no Brasil, onde virou um meio de vida no qual o beneficiário não precisa trabalhar. Como não há um projeto e o benefício apenas é distribuído, independentemente de um planejamento maior, vemos que um número enorme milhões e milhões de famílias recebe o Bolsa Família há 10 anos.
E, por outro lado, há cerca de 250 mil vagas em empresas que não conseguem ser preenchidas porque as pessoas não querem trabalhar. Como vivem tranquilas, têm sua horta, o seu galinheiro no quintal de casa e recebem o Bolsa Família, elas entendem que não precisam trabalhar.


Fiscal Imagem gerada por IA





