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02 de agosto de 2026

Precatórios: entenda como funciona esse investimento e quais os riscos

Economia Investimento 02/08/2026 15:22 Mariana Suzuki, colaboração para a CNN Brasil cnnbrasil.com.br

Os precatórios são dívidas que o governo é obrigado a pagar por decisão judicial. Eles oferecem retornos altos, mas o principal risco é a demora para receber o dinheiro.

Os precatórios são dívidas reconhecidas pela Justiça que estados, municípios ou a União precisam pagar após perderem um processo judicial. Em vez de esperar anos pelo recebimento, muitos credores optam por vender esse direito a investidores ou fundos especializados com desconto.

Na prática, quem compra um precatório adquire o direito de receber aquele valor no futuro. Quanto maior o desconto na compra e menor o tempo de espera pelo pagamento, maior tende a ser a rentabilidade do investimento.

  • Precatórios são dívidas judiciais do governo, que podem ser compradas com desconto.
  • O retorno do investimento depende muito do tempo que o governo leva para pagar.
  • O principal risco não é o governo não pagar, mas sim a demora no pagamento.
  • Esse tipo de investimento é mais indicado para quem tem experiência e paciência.
  • Fundos de investimento em precatórios e tokens são formas de aplicar nesse mercado.

O tema foi destaque no quadro "Papo de Investidor", apresentado por Marilia Fontes no Resenha do Dinheiro desta semana.

Segundo a sócia-fundadora da Nord Investimentos, esse mercado tem ganhado espaço entre investidores por meio de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) e produtos tokenizados lastreados em precatórios.

Apesar do potencial de retorno, Marilia alerta que o principal risco desse tipo de investimento não está, necessariamente, na capacidade de pagamento do governo, mas na incerteza sobre quando o dinheiro será recebido.

"Se um precatório é comprado com um grande desconto e o pagamento acontece rapidamente, o retorno pode ser muito elevado. Mas, se esse pagamento demora muitos anos, a rentabilidade acaba sendo bem menor do que o investidor imaginava", explica.

Embora os precatórios sejam corrigidos por atualização monetária e juros previstos na própria ação judicial, esses rendimentos não costumam ser o principal fator de ganho. O que mais influencia o retorno é o prazo até a quitação da dívida.

Por isso, antes de investir, é importante avaliar as estimativas de pagamento apresentadas pelos fundos e entender que elas podem não se concretizar.

"Quem está começando a investir e não conhece esse mercado deve ter cautela. É um investimento que exige análise e o retorno depende muito do tempo de pagamento", destaca.

Em geral, os precatórios são mais indicados para investidores com perfil mais experiente e horizonte de longo prazo, capazes de conviver com baixa liquidez e incertezas em relação ao prazo de recebimento.

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o "Papai Financeiro", Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.