O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o salário mínimo subirá para R$ 1.741 no ano que vem. O reajuste também afetará aposentadorias e outros benefícios ligados ao piso nacional.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (24) que o orçamento de 2027 será muito diferente do que o governo atual recebeu em 2023. Ele também anunciou que o salário mínimo do próximo ano será de R$ 1.741. Durigan explicou que o aumento vale também para aposentadorias e outros benefícios sociais que usam o salário mínimo como base, e negou que haja planos de separar esses pagamentos.
Reunião com Lula define orçamento
Durigan e os ministros da Junta de Execução Orçamentária (JEO) se reuniram no fim da tarde desta segunda-feira (24) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo do encontro foi discutir o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que precisa ser enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
- O novo valor é R$ 24 maior do que a estimativa anterior, que era de R$ 1.717.
- A correção segue a regra da inflação mais o aumento do PIB de dois anos antes.
- O aumento vale para aposentadorias e benefícios sociais ligados ao salário mínimo.
- O governo anterior não deu reajuste real ao salário mínimo, segundo Durigan.
- A reunião definiu o orçamento de 2027, que será enviado ao Congresso até o dia 31.
Por que o valor subiu
O valor anunciado é R$ 24 maior do que a previsão anterior, que era de R$ 1.717. Essa nova estimativa considera uma inflação maior, de 4,93%, calculada pela Secretaria de Política Econômica. A mudança nos preços dos alimentos pode ter sido influenciada pelo El Niño. O cálculo do reajuste segue a lei: inflação do ano anterior somada ao crescimento do PIB de dois anos antes, respeitando o limite de 2,5% do arcabouço fiscal.
Debate sobre benefícios
Mais cedo, o jornal Valor Econômico revelou que alguns integrantes da equipe econômica querem discutir, em um possível novo governo, a ideia de dar reajustes diferentes para o salário mínimo dos trabalhadores e para os benefícios previdenciários. Técnicos já fizeram simulações, mas nada foi decidido. Qualquer mudança precisará da aprovação do presidente Lula, caso ele seja reeleito em outubro.
"Vale lembrar que o reajuste do mínimo também serve para os benefícios previdenciários e sociais, diferente do que andam espalhando nas redes sociais", reforçou Durigan.
Durigan destacou que o orçamento está bem encaminhado e criticou propostas antigas de desvincular o salário mínimo da Previdência, feitas pelo ex-ministro Paulo Guedes. Ele lembrou que o governo anterior não deu reajuste real ao salário mínimo, aumentou o imposto de renda e elevou a pobreza. "Agora estamos falando de uma administração que tem compromisso com as pessoas", completou.
O ministro também disse que as despesas obrigatórias devem crescer um pouco menos do que o orçamento geral. Ele afirmou que as medidas adotadas pelo governo dão mais racionalidade aos gastos, e que a regra do arcabouço fiscal vai permitir um crescimento real maior do que as despesas obrigatórias.
Essas definições fazem parte do projeto de lei orçamentária que será entregue ao Congresso. A expectativa do governo é que o orçamento de 2027 garanta mais recursos para áreas sociais e mantenha o controle dos gastos públicos.


Durigan projeta um aumento das despesas obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento - Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil





