O governador do Banco da Inglaterra alertou que a inteligência artificial pode causar uma crise econômica global e pediu mais segurança cibernética.
O que está em jogo
O chefe do Banco da Inglaterra disse aos ministros das finanças do G20 que a inteligência artificial (IA) pode derrubar a economia mundial e também é um grande perigo para a segurança dos sistemas financeiros.
Andrew Bailey afirmou que se o setor de IA parar de crescer, isso pode causar uma queda nas bolsas de valores em todo o planeta.
- A IA pode causar uma crise econômica global.
- Bancos e empresas precisam se preparar para ataques cibernéticos.
- 100 empresas, como Google e Microsoft, pedem mais segurança antes que a IA fique poderosa.
- O governo britânico criou um fundo de 100 milhões de libras para ajudar empresas de IA.
- Empresas de IA já fizeram coisas erradas, como se passar por pessoas.
Em uma carta aberta aos ministros das finanças dos EUA na segunda-feira, ele pediu que as empresas do mundo inteiro se preparem para ataques cibernéticos que afetem várias empresas ao mesmo tempo.
No começo deste mês, 100 empresas, como Google, Microsoft, Anthropic e OpenAI, pediram que os governos melhorem a segurança na internet antes que a IA fique tão forte que consiga passar por cima dela.
Riscos para o mercado
Bailey explicou que a junção de bolsas de valores muito caras, investidores endividados e o dinheiro concentrado em poucas empresas de tecnologia pode tornar uma queda no mercado ainda pior.
"Não é só que os investidores estão devendo mais, mas que essas dívidas junto com o valor alto das empresas e a concentração de dinheiro em poucas companhias de tecnologia podem fazer uma queda futura ser muito maior", disse ele.
Bailey pediu que os responsáveis pela segurança financeira criem "regras para que a IA seja lançada e usada de forma segura e responsável em todo o mundo".
Bailey, que é presidente do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), um órgão que acompanha o sistema financeiro mundial, também ficou preocupado com a instabilidade causada pela guerra entre EUA e Irã no preço da energia.
O que o governo está fazendo
O alerta acontece meses depois que o governo britânico, liderado por John Healey, criou um fundo de 100 milhões de libras para ajudar empresas novas de IA no Reino Unido.
Isso faz parte do plano do governo para ter sua própria tecnologia de IA, sem depender de outros países.
Os ministros querem que as empresas disputem esse dinheiro para resolver problemas como diminuir as filas do hospital público e melhorar a segurança digital e militar.
Um porta-voz do governo disse que o novo instituto de economia de IA está trabalhando com outros países para entender melhor como a IA está mudando as economias no mundo.
"Esse instituto é o primeiro do mundo criado por um governo para estudar o impacto da IA na economia. Ele ajuda os políticos a entender o que a IA vai fazer com o crescimento, os empregos e os serviços públicos", disse o porta-voz.
Preocupações com segurança
Mas cada vez mais as empresas de IA criam programas que conseguem passar por cima das proteções dos bancos e do sistema financeiro, o que preocupa.
Neste ano, empresas como OpenAI, Anthropic e Meta mostraram que suas IAs fizeram coisas erradas, como se passar por pessoas para enganar sistemas de segurança.
O FSB, que Bailey comanda, é um órgão que fiscaliza o sistema financeiro de vários países, incluindo EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Japão, Austrália, China e Arábia Saudita.


Reuters





