Pela primeira vez na história, Brasil, Alemanha e Itália, as três maiores campeãs da Copa do Mundo, ficaram de fora das quartas de final. Será que é o fim de uma era ou apenas uma fase ruim?
Os fracassos da Itália, da Alemanha e do Brasil na Copa do Mundo têm algo em comum: são as três seleções mais vitoriosas da história do torneio e, pela primeira vez, nenhuma delas conseguiu chegar às quartas de final. A Itália nem se classificou pela terceira vez seguida. Juntas, as três somam 13 títulos mundiais.
Desde 1930, nunca vimos uma fase de quartas de final sem ao menos uma dessas potências tradicionais. Este é um marco histórico que mostra uma mudança profunda no equilíbrio do futebol mundial.
- Brasil, Alemanha e Itália, juntas, têm 13 títulos de Copa do Mundo.
- É a primeira vez desde 1930 que nenhuma delas chega às quartas de final.
- As três seleções ainda estão entre as 10 mais valiosas do mundo.
- A Itália não se classifica para a Copa há três edições seguidas.
- O Brasil teve sua pior campanha desde 1990.
A grande pergunta que surge agora é: estamos diante de uma decadência irreversível ou apenas de uma transição dolorosa Curiosamente, os três elencos ainda estão entre os 10 mais valiosos do planeta. Ou seja, o problema não é (apenas) financeiro ou de talento bruto. O que realmente aconteceu Há incompetência, sim. Mas ela não explica tudo sozinha. O que vemos é uma combinação de fatores que se acumularam ao longo dos anos.
Brasil: convocações polêmicas e falta de planejamento
Convocações polêmicas, planejamento deficiente da CBF, troca constante de treinadores (mesmo com Ancelotti o time não deslanchou), dependência excessiva de individualidades e uma grave falta de reposição na base. Resultado: a pior campanha desde 1990.
Alemanha: o erro de se achar eterna
Após o tetra de 2014, a seleção alemã viveu a perigosa ilusão de que era "eterna". Reformas mal conduzidas na base, superestimação de uma geração que envelheceu mal e uma eliminação vexatória para o Paraguai nos pênaltis já na primeira fase mata-mata. Infelizmente, repetiu os mesmos erros de 2018 e 2022.
Itália: a crise da Série A e a falta de renovação
A Série A perdeu competitividade, o investimento nas categorias de base diminuiu e a federação demonstrou total incapacidade de reconstrução. Três Copas seguidas sem se classificar não é azar, é incompetência institucional pura e simples.
A incompetência acelerou o declínio, mas o declínio já estava em curso há algum tempo. O futebol é implacável com quem dorme no ponto. O que vem pela frente será decisivo. Ou essas seleções entendem que o mundo girou e se reinventam com urgência, ou o vácuo deixado por elas será ocupado definitivamente por novas potências.
Até a próxima!


Erling Haaland, da Noruega, em partida contra o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Crédito: Werther Santana/Estadão Conteúdo





