A Fundação Rio Verde descobriu o fungo Waitea zeae, conhecido como 'podridão salmão', em amostras de milho de sete municípios de Mato Grosso. A doença apodrece as espigas e preocupa produtores, que precisam redobrar a atenção nas plantações.
Um fungo que apodrece espigas de milho foi encontrado em lavouras de pelo menos seis cidades de Mato Grosso. O fungo Waitea zeae, chamado de 'podridão salmão', deixou os produtores em alerta para que reforcem o cuidado nas plantações.
Até maio, a Clínica de Plantas da Fundação Rio Verde analisou 85 amostras de milho. Dessas, 14 apresentaram o fungo.
- O fungo Waitea zeae já foi encontrado em 7 cidades de Mato Grosso.
- Ele causa uma massa de cor salmão nos grãos, manchas e estraga a produção.
- Ipiranga do Norte teve o maior número de casos (28,6% das amostras).
- Os pesquisadores ainda não sabem ao certo o que favoreceu o aparecimento do fungo.
- A recomendação é monitorar as lavouras e enviar amostras suspeitas para análise.
Os casos positivos foram registrados em Ipiranga do Norte (28,6% das amostras), Alta Floresta (21,4%), Sinop (14,3%), Tabaporã (14,3%), Tapurah (7,1%), Itanhangá (7,1%) e Nova Maringá (7,1%).
Características do fungo
Os principais sintomas incluem uma massa de fungo com cor de salmão sobre os grãos, manchas claras na palha das espigas com bordas marrons e mais grãos estragados. Isso reduz a qualidade da produção.
As pesquisadoras explicam que ainda são necessários mais estudos para entender o que causou o aparecimento do fungo nesta safra. Enquanto isso, orientam que os produtores fiquem de olho nas plantações e enviem amostras para laboratório sempre que notarem algo estranho.
De acordo com a Fundação Rio Verde, o diagnóstico correto é fundamental para identificar o causador do problema. Assim, é possível dar recomendações técnicas mais precisas e eficientes para o manejo das lavouras.


Fungo conhecido como Podridão Salmão Foto: Fundação Rio Verde






