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Macaco Guerreiro volta para casa após Justiça mandar Ibama devolver o animal

Geral Justiça 26/07/2026 07:21 Jolismar Bruno - Primeira Página primeirapagina.com.br

O macaco-prego Guerreiro, que foi resgatado ainda filhote por uma família em Barra do Garças, no Mato Grosso, voltou para casa depois que a Justiça Federal obrigou o Ibama a devolvê-lo. O animal estava com a família desde que foi encontrado ferido e sem uma das patas, mas foi levado pelo órgão ambiental em 2025. Agora, depois de uma longa briga na Justiça, ele está de volta com quem o salvou.

O macaco-prego Guerreiro voltou para casa. O animal retornou à família do médico Luiz Morato, em Barra do Garças (MT), após decisão da Justiça Federal que determinou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a devolução do animal, resgatado ainda filhote e criado pela família desde então.

  • Guerreiro é um macaco-prego que foi encontrado filhote, ferido e sem uma das patas, perto da casa da família que o salvou.
  • O Ibama apreendeu o animal em maio de 2025, mesmo depois de o médico conseguir a guarda dele na Justiça.
  • A Justiça Federal decidiu que Guerreiro não pode voltar para a natureza por causa da deficiência física e mandou devolvê-lo.
  • Se o Ibama não cumprisse a ordem, teria que pagar uma multa de R$ 500 por dia, até o limite de R$ 15 mil.
  • O reencontro do macaco com a família foi filmado e emocionou muita gente nas redes sociais.

O retorno ocorreu após uma disputa judicial que se arrastava desde maio de 2025, quando Guerreiro foi apreendido pelo Ibama, mesmo após Luiz Morato obter a guarda do animal.

Na última semana, a Justiça Federal deu prazo de cinco dias para que o instituto cumprisse a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que já havia determinado a restituição imediata do macaco. Caso a ordem não fosse cumprida, o órgão poderia ser multado em R$ 500 por dia, limitado inicialmente a R$ 15 mil.

Na decisão, a juíza federal substituta Karen Lais Leite de Arruda e Silva Reus também determinou que o Ibama informasse o local onde Guerreiro estava sendo mantido, já que a família dizia não ter informações sobre o paradeiro do animal desde a apreensão.

Entenda o caso

Guerreiro foi encontrado ainda filhote nas proximidades da propriedade da família Morato, em Barra do Garças. O animal estava gravemente ferido, sem uma das patas e com larvas no ferimento.

Cirurgião, Luiz Morato realizou os primeiros atendimentos até que o macaco fosse encaminhado a uma clínica veterinária. Segundo ele, os especialistas concluíram que Guerreiro jamais conseguiria voltar à natureza devido à amputação da pata.

Mesmo assim, dois dias após a emissão do documento que autorizava sua guarda, agentes do Ibama recolheram o animal.

Justiça considerou que Guerreiro não pode voltar à natureza

Ao julgar o caso, os desembargadores do TRF-1 entenderam que Guerreiro não reúne condições de ser reintroduzido na natureza por causa da deficiência física.

A relatora do processo, desembargadora Katia Balbino de Carvalho Ferreira, afirmou que manter o macaco afastado da família que garantiu sua sobrevivência representaria uma espécie de "prisão perpétua".

Após novo recurso do Ibama ser rejeitado, a Justiça de primeira instância determinou o cumprimento imediato da decisão, resultando na devolução definitiva do animal à família que o resgatou.