A Guarda Revolucionária do Irã lançou mísseis balísticos contra uma base militar dos Estados Unidos na Jordânia. Todos os mísseis foram interceptados e ninguém ficou ferido. Em resposta, os EUA e a Arábia Saudita bombardearam alvos de grupos apoiados pelo Irã no Iraque.
A Guarda Revolucionária do Irã lançou vários mísseis balísticos contra uma base militar dos Estados Unidos na Jordânia nesta terça-feira (28), encerrando o período de redução dos confrontos no Oriente Médio. Segundo o Comando Central americano, todos os projéteis foram interceptados e não houve registro de vítimas.
- O ataque ocorreu por volta das 18h45 no horário de Brasília e foi uma tentativa de surpresa contra as tropas americanas.
- Os EUA e a Arábia Saudita bombardearam depósitos de armas de grupos ligados ao Irã no leste do Iraque horas depois.
- Os bombardeios foram uma resposta a mais de 30 ataques com drones feitos pela Guarda Revolucionária nos três dias anteriores.
- A Arábia Saudita disse que não quer ampliar o conflito, mas que vai reagir a ataques contra seu território.
- No dia 18 de julho, um ataque iraniano contra uma base americana na Jordânia matou dois militares dos EUA.
O ataque ocorreu às 17h45 no horário da costa leste dos Estados Unidos, 18h45 em Brasília, e foi classificado pelo CentCom como uma tentativa de ofensiva surpresa contra as tropas americanas na região.
Forças da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram vários mísseis balísticos a partir do Irã em uma tentativa de ataque surpresa contra forças dos EUA baseadas no Oriente Médio. Todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso. As forças dos EUA permanecem vigilantes e em alto estado de prontidão, informou o comando.
Horas depois, caças dos Estados Unidos e da Arábia Saudita atingiram depósitos de armas e instalações logísticas usadas por grupos apoiados pelo Irã no leste do Iraque. As autoridades americanas afirmaram que essa operação não estava relacionada ao lançamento de mísseis contra a base na Jordânia.
De acordo com o CentCom, os bombardeios foram uma resposta a mais de 30 ataques com drones comandados pela Guarda Revolucionária nas 72 horas anteriores. A Autoridade de Mobilização Popular do Iraque informou que houve mortos e feridos nas ações, mas não divulgou inicialmente um balanço definitivo.
A Arábia Saudita confirmou a participação na ofensiva e declarou que não pretende ampliar o conflito, mas reagirá a agressões contra seu território. O país havia anunciado a interceptação de drones lançados do Iraque contra instalações petrolíferas na região leste do reino. Grupos iraquianos, no entanto, negaram envolvimento nesses ataques.
A nova escalada ocorreu após alguns dias sem ofensivas anunciadas entre Washington e Teerã. A suspensão dos ataques americanos havia sido influenciada pelo avanço das negociações diplomáticas e por recomendações de comandantes militares, que também alertaram para a redução dos estoques de interceptadores de defesa aérea.
A disponibilidade de mísseis usados pelos sistemas Patriot e Thaad tornou-se motivo de preocupação entre parlamentares e especialistas nos Estados Unidos. O Pentágono, porém, afirmou que mantém os recursos necessários para cumprir as determinações do presidente Donald Trump.
No dia 18 de julho, outro ataque iraniano contra uma base americana na Jordânia matou dois militares dos Estados Unidos e deixou outros feridos. A ofensiva levou Washington a intensificar os bombardeios contra alvos iranianos durante 13 noites consecutivas.
Trump negou que o país enfrente falta de munição. Questionado sobre os estoques, o presidente afirmou que os Estados Unidos possuem armamentos suficientes e trabalham para repor o material enviado anteriormente à Ucrânia.


JACK GUEZ / AFP via Getty Images





