O Ministério Público Federal abriu investigação contra o prefeito de Parauapebas, no Pará, por racismo religioso. Ele apareceu em um vídeo chutando objetos usados em rituais de religiões de matriz africana e fazendo declarações preconceituosas.
O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação contra o prefeito de Parauapebas, cidade do sudeste do Pará, chamado Aurélio Goiano (Avante). Ele é acusado de racismo e intolerância religiosa.
O MPF começou a investigar depois que o prefeito publicou um vídeo nas redes sociais. No vídeo, ele aparece chutando objetos usados em rituais de religiões de matriz africana na rua e falando frases preconceituosas.
- O prefeito disse que não tem medo dos objetos e que não acredita naquelas religiões.
- Ele chamou os rituais de 'feitiçaria' e 'macumbaria', e disse que sente nojo deles.
- O MPF diz que essas atitudes são crime e violam a liberdade de religião garantida pela Constituição.
- O Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que os objetos usados em rituais são protegidos por lei.
- O Brasil também assinou um acordo internacional contra o racismo, que foi desrespeitado pelo prefeito.
O prefeito continua afirmando que os rituais o enchem de nojo, enquanto chuta os itens religiosos. Ele disse que seu coração é do Senhor Jesus e que não serve a outro deus.
Segundo o MPF, as atitudes registradas no vídeo violam o direito à liberdade de consciência e de crença, garantido pela Constituição. O órgão também destaca que o STF já reconheceu que o uso de objetos em rituais é parte essencial das religiões de matriz africana.
Além disso, de acordo com o MPF, a conduta do prefeito também desrespeita a Convenção Interamericana contra o Racismo, da qual o Brasil faz parte.
A reportagem procurou a prefeitura de Parauapebas, mas não obteve resposta até o momento.


Imagem ilustrativa do caso






