Sem respostas há 20 dias, família de Andercy Pereira da Silva denuncia falta de comunicação com as autoridades locais após atropelamento.
Andercy Pereira da Silva, de 51 anos, morreu após ser atropelada no Anel Rodoviário, na altura do bairro São Gabriel, na Região Nordeste de Belo Horizonte, na manhã do dia 16 de julho deste ano. O acidente ocorreu na pista sentido Rio de Janeiro. Mais de 20 dias depois, a família ainda não tem informações sobre o atropelamento, o veículo que atingiu a vítima e quem era o motorista.
Jennefer Bruna, de 31 anos, filha de Andercy, contou que foi informada da morte da mãe por meio de uma mensagem de uma funerária, que oferecia um "Plano Funerário" para prestar assistência no caso.
- Andercy tinha 51 anos e foi atropelada no Anel Rodoviário, em Belo Horizonte.
- O acidente ocorreu em 16 de julho de 2026, mas a família só soube da morte 20 dias depois.
- Jennefer, filha da vítima, recebeu a notícia por mensagem de uma funerária.
- Nenhuma autoridade entrou em contato com a família.
- As investigações estão em andamento, mas o motorista ainda não foi identificado.
Em entrevista à Itatiaia, Jennefer explicou que, horas após o acidente, recusou uma ligação de um número desconhecido. Em seguida, recebeu uma mensagem com os dizeres: "Oi, é sobre a liberação do corpo no IML [Instituto Médico Legal]". Ela perguntou que corpo era, achou que fosse engano, mas depois a pessoa perguntou se ela era parente de Andercy. Durante a conversa, ela recebeu a notícia de que a mãe havia morrido após ser atropelada e que o corpo precisava ser liberado.
"O funcionário me contou que trabalhava em frente ao IML e que, se eu precisasse de ajuda, poderia me ajudar. Ele me orientou a ir até o IML. Nenhuma autoridade me ligou, nada. Nenhum policial, nem o IML, ninguém. A não ser essa pessoa da funerária", relatou Jennefer.
Enquanto resolvia questões burocráticas, Jennefer se sentiu desrespeitada pela insistência do funcionário em oferecer serviços funerários. "Eu estava desesperada, chorando, e ele do outro lado me chamando, pedindo para que eu fosse lá conversar, falando que poderia me ajudar. Achei uma falta de respeito, porque eu estava desesperada, não sabia o que fazer", disse.
Investigação do caso
As advogadas da família, Daniela Souza e Jéssica Brito, disseram que, em 21 de julho, estiveram na delegacia e foram informadas de que o inquérito policial ainda não havia sido instaurado. No dia 27 de julho, retornaram e viram que o laudo de necropsia havia sido concluído. Também foram informadas de que a perícia no local e diligências para obter imagens de câmeras de segurança estavam sendo feitas.
Até a publicação desta reportagem, não houve retorno sobre as solicitações. "Seguiremos acompanhando de perto o andamento das investigações e cobrando o regular prosseguimento, para que o responsável seja identificado e responsabilizado", disseram as advogadas.
O que diz a Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais informou, em nota, que o inquérito policial foi instaurado e que diligências estão em andamento para identificar a autoria e ouvir testemunhas.
Mobilização para identificar o motorista
Jennefer, junto com a família e as advogadas, gravou um vídeo pedindo ajuda para identificar o responsável. Após a publicação, duas pessoas entraram em contato. Elas disseram que um homem que estava com a mãe de Jennefer na hora do acidente pode ter informações. "Estamos tentando localizar essa pessoa, para ver se ele consegue dar mais informações sobre o veículo", contou.
A reportagem entrou em contato com a funerária, mas não obteve retorno.


Andercy Pereira da Silva






