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09 de agosto de 2026

Pais estão menos presentes na criação dos filhos, aponta pesquisa

Geral Paternidade 09/08/2026 16:17 Agência Brasil meiahora.com.br

Metade dos brasileiros acredita que os pais hoje participam menos da criação dos filhos do que os de gerações anteriores. Oito em cada dez pessoas consideram a presença do pai muito importante no desenvolvimento das crianças. Uma pesquisa do Instituto Nexus com 2.013 pessoas revelou diferenças de opinião entre homens e mulheres e também entre as faixas etárias.

Uma pesquisa revelou que metade dos brasileiros acredita que os pais de hoje estão menos presentes na criação dos filhos do que os pais das gerações anteriores. Ao mesmo tempo, oito em cada dez pessoas acham que a presença do pai é muito importante na vida das crianças.

O estudo foi feito pelo Instituto Nexus e ouviu 2.013 pessoas de várias regiões do país. Um ponto que chamou a atenção foi a diferença de opinião entre homens e mulheres sobre o assunto.

  • 56% das mulheres acham que os pais participam menos hoje em dia, enquanto 31% acham que estão mais presentes.
  • Entre os homens, 44% acham que a participação é maior hoje, e 44% acham que diminuiu.
  • 81% dos homens veem a paternidade como muito importante, enquanto 73% das mulheres pensam o mesmo.
  • 82% dos jovens de 16 a 24 anos valorizam a presença do pai, e 62% das pessoas com 60 anos ou mais pensam assim.
  • Para 49% das pessoas, um bom pai é aquele que está presente no dia a dia.

Entre as mulheres, 56% acreditam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% acreditam que estão mais presentes. Entre os homens, a percepção é parecida, com 44% achando que a participação é maior hoje, enquanto os outros 44% afirmam que diminuiu.

Quanto à importância da paternidade, 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta no desenvolvimento dos filhos, em comparação com 73% das mulheres.

O que é ser um bom pai

Ao analisar as idades, nota-se que 82% dos jovens de 16 a 24 anos consideram a paternidade importante. Por outro lado, esse número cai para 62% entre as pessoas com 60 anos ou mais.

O estudo também avaliou o que as pessoas consideram um bom pai. Para 49% da população, ser presente no dia a dia é a principal característica. Depois aparecem educar e orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).

A presença diária é apontada por 53% das mulheres como o mais importante para definir um bom pai, superando os 45% registrados entre os homens.

A imposição de limites na educação e orientação é vista como o principal atributo por 21% dos homens e 17% das mulheres.

O convívio paterno no dia a dia é considerado mais importante entre as pessoas de 25 a 40 anos (56%) e de 16 a 24 anos (55%). Já os mais velhos acham que educar é o mais importante. Esse índice é maior entre as pessoas de 41 a 49 anos (24%) e de 60 anos ou mais (26%).

O que dizem os especialistas

"O brasileiro já entendeu que o bom pai é aquele que está presente no dia a dia, deixando para trás a figura do homem que só traz dinheiro para casa. O desafio agora é colocar isso em prática", avalia Marcelo Tokarski, diretor executivo da Nexus.

"O fato de metade da população ver o pai de hoje como menos participativo do que o do passado mostra que o discurso avançou mais depressa do que a mudança real de comportamento dentro de casa", acrescenta.