No 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, líderes defendem planejamento, tecnologia e previsibilidade para o Brasil continuar sendo um dos maiores produtores de alimentos do mundo.
No 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em São Paulo, líderes do setor e políticos discutiram o futuro do agro brasileiro. A senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, provocou: "E nós O que estamos pensando para o futuro" Ela destacou que países como China e Arábia Saudita já têm planos de longo prazo, enquanto o Brasil ainda enfrenta problemas antigos, como falta de mão de obra, regularização fundiária e insegurança jurídica. "Estamos na era da inteligência artificial, em que tudo é muito rápido, e ainda discutimos assuntos que já deveriam ter sido resolvidos", afirmou.
- O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas precisa de planejamento para continuar assim.
- Faltam soluções para problemas antigos, como infraestrutura e regularização de terras.
- Tereza Cristina defendeu o uso de tecnologia para aumentar a eficiência e criar novos produtos.
- O agro brasileiro está cada vez mais integrado à indústria, trazendo inovação e escala.
- O governo lançou um plano de crédito de R$ 525 bilhões, mas dinheiro sozinho não resolve tudo.
O presidente da Abag, Ingo Plöger, também falou sobre a necessidade de planejamento. Ele disse que o agro brasileiro avançou muito, mas agora precisa ir além da produção. "A visão do todo sucumbe pela urgência dos fatos", afirmou. Para ele, agro e indústria devem trabalhar juntos para defender os interesses do Brasil no exterior. "Não buscamos privilégios, mas previsibilidade", resumiu.
Integração com a indústria
Plöger destacou que a agricultura brasileira está cada vez mais próxima da indústria, com tecnologia e gestão. Ele defendeu uma parceria entre os dois setores para aumentar a competitividade. "A nova diplomacia será feita em conjunto entre agro e indústria", disse.
Governo aposta em crédito e planejamento
O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que o desafio é criar condições para o produtor fazer melhor o que já sabe. Ele citou o Plano Safra 2026/27, que oferece R$ 525,1 bilhões para a agricultura, mas ressaltou que o dinheiro não é suficiente: "Uma política agrícola não se resume ao volume de recursos anunciados. Ela precisa responder aos problemas concretos de quem produz."
O evento terminou com um consenso: o Brasil tem potencial para ser o celeiro do mundo, mas precisa de mais planejamento, tecnologia e menos burocracia para garantir seu lugar no futuro.


Foto: Beatriz Gunther/Canal Rural






