Ex-presidente da CBF, Rogério Caboclo, confirmou que vai concorrer à presidência do São Paulo Futebol Clube nas eleições de 2026. Conselheiro do clube, ele busca unir apoio dos conselheiros para liderar a chapa de oposição e apresentou um plano com cinco áreas principais: governança, finanças, futebol profissional, base e clube social.
Rogério Caboclo, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), oficializou nesta segunda-feira (10), em São Paulo (SP), sua intenção de disputar a presidência do São Paulo Futebol Clube.
A candidatura do conselheiro do clube, segundo comunicado, será pautada em sua vasta experiência como dirigente. Caboclo destacou os resultados obtidos nos diferentes cargos que ocupou no cenário futebolístico nacional.
- Rogério Caboclo foi presidente da CBF entre 2020 e 2021, quando foi afastado após denúncias de assédio.
- Ele é conselheiro do São Paulo e busca apoio para a eleição de 2026, que deve acontecer no fim do ano.
- O plano de Caboclo para o clube tem cinco pilares: governança, finanças, futebol, base e clube social.
- Ele defende o uso de tecnologia para melhorar a formação de atletas e as contratações.
- Na CBF, ele foi afastado após acusações, mas o processo não terminou em condenação e parte foi arquivada.
Ele busca liderar a chapa de oposição para a eleição de 2026, intensificando as conversas com conselheiras e conselheiros do Tricolor para angariar apoios e chegar fortalecido ao pleito.
Propostas para o São Paulo
O projeto de Rogério Caboclo para o São Paulo abrange cinco pilares: governança, finanças, futebol profissional, categorias de base e clube social. Entre as propostas, estão o fortalecimento de compliance, gestão de riscos e a reorganização da dívida.
Ele também defende a aplicação de tecnologia e inteligência de mercado na formação e contratação de atletas, além de uma maior responsabilidade financeira na condução das atividades do futebol profissional.
Afastamento da CBF e desdobramentos legais
Rogério Caboclo foi afastado da presidência da CBF após acusações de assédio moral e sexual, por determinação da Comissão de Ética do Futebol Brasileiro.
Em relação às investigações, o Ministério Público propôs uma transação penal, que foi homologada pela Justiça. Este processo não implicou em reconhecimento de culpa por parte de Caboclo.
Foi estabelecida a destinação de R$ 100 mil a duas organizações não governamentais, sem pagamentos à denunciante. Os demais procedimentos foram arquivados ou encerrados.


Rogério Caboclo, presidente da CBF Foto: Reprodução/CBF





