A maioria das normas discutidas e aprovadas foi adotada pela Fifa na última Copa do Mundo.
O Brasileirão terá 10 mudanças relacionadas à arbitragem a partir da próxima rodada, a 23ª. Dirigentes de todos os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se reuniram com os dirigentes da CBF nesta segunda-feira, 10, no Rio, e aprovaram a implementação das novas regras.
As novas regras foram propostas pela International Football Association Board (IFAB) antes do Mundial e foram criadas com a ideia de combater a cera, deixar as partidas mais dinâmicas e reduzir a perda de tempo. Também foram definidos ajustes no protocolo do VAR. O árbitro de vídeo poderá intervir mais vezes, ampliando sua atuação no jogo, e ficará mais "poderoso". A maioria das normas discutidas e aprovadas foi adotada pela Fifa na última Copa do Mundo.
- O goleiro terá 8 segundos para repor a bola em jogo, sob pena de escanteio para o adversário.
- Arremessos laterais, tiros de meta e substituições terão limites de tempo rígidos.
- Somente o capitão poderá conversar com o árbitro durante a partida.
- O VAR poderá revisar lances de segundo cartão amarelo que resultem em expulsão.
- O tempo médio de bola rolando no Brasileirão é de 52 minutos e 54 segundos, abaixo da meta de 60 minutos da Fifa.
Todos presidentes de clubes presentes no encontro concordaram com as mudanças. Alguns, porém, segundo apurou o Estadão, consideraram prematuro implementar as alterações neste momento. Mesmo assim, a maioria aprovou. As alterações serão aplicadas em todas as divisões do Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e no Feminino A1.
Entre as normas aprovadas está a chamada "Lei Vini Jr.", que pune com cartão vermelho o jogador que tapar a boca em discussões com adversários.
Na reunião, a CBF apresentou os estudos sobre impactos das mudanças das regras e mostrou o cronograma para a adoção nos torneios organizados pela entidade.
A CBF argumenta que a prioridade, com as mudanças, é aumentar o tempo de bola rolando nas partidas, problema evidenciado em relatório produzido com dados da empresa OPTA Stats Perform que mostrou que, até a parada para a Copa do Mundo, o tempo médio de bola rolando no Brasileirão era de 52 minutos e 54 segundos. A meta da Fifa é de 60 minutos de bola rolando.
As novas regras aprovadas
1. Oito segundos com a bola nas mãos: goleiro que exceder o limite gera escanteio ao adversário.
2. Cinco segundos para arremesso lateral: contagem começa assim que o jogador tiver a bola em mãos.
3. Cinco segundos para cobrar tiro de meta: árbitro apita e conta cinco segundos. Caso goleiro exceda tempo, é concedido escanteio ao adversário.
4. Dez segundos para deixar o campo em substituições: jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo rapidamente, sem caminhar.
5. Um minuto fora após atendimento: jogador que for atendido no gramado precisará sair e deve permanecer fora por um minuto.
6. Jogador de linha fica fora por um minuto após atendimento ao goleiro: treinador ou capitão indica quem cumpre o minuto fora.
7. Somente o capitão fala com o árbitro: um único interlocutor por equipe durante toda a partida.
8. 'Lei Vini Jr': vermelho para quem tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário.
VAR mais 'poderoso'
A atuação do árbitro de vídeo foi ampliada. Antes, o VAR podia intervir em quatro tipos de lance: gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação. Agora, o novo protocolo prevê mais duas correções:
9. Checagem de VAR para escanteio concedido por engano (aprovada para 2027): revisável quando levar diretamente a gol ou pênalti.
10. O VAR pode avisar ao árbitro sem que ele tenha de ir ao monitor rever o lance, já que são lances objetivos.


Agência Estado





