Tribunal entende que ex-jogadora difamou técnico ao acusá-lo de assédio sexual em 2023
A Justiça de Santos, no litoral de São Paulo, condenou Luciana Ortega por difamação contra o ex-técnico de futebol Kleiton Lima. Ela é ex-jogadora e havia acusado o treinador de assédio sexual em 2023, quando ele comandava o Santos e a Seleção Brasileira Feminina.
A pena é de três meses de detenção, convertida em trabalho comunitário, além de pagamento de multa. O treinador também vai receber R$ 20 mil por danos morais, e Luciana ainda terá que pagar R$ 2 mil de honorários de advogado.
- A ex-jogadora Luciana Ortega foi condenada por difamar o técnico Kleiton Lima.
- Ela o acusou de assédio sexual em 2023, no Santos.
- A juíza entendeu que a acusação manchou a reputação do treinador.
- Kleiton ficou três anos sem trabalhar no futebol.
- A decisão ainda pode ser contestada na Justiça.
A decisão foi dada pela juíza Denise Gomes Bezerra Mota e ainda pode ser contestada.
A juíza afirmou que as acusações prejudicaram a carreira de Kleiton. Ele deixou o Santos e ficou três anos sem trabalhar como técnico. Ela entendeu que a denúncia afetou a honra do treinador.
Acusação de assédio
Em 2023, Kleiton processou Luciana após ela ter enviado uma carta anônima ao Santos o acusando de assédio. A carta dizia que ele teria assediado uma jogadora numa feira livre. Luciana nega ter escrito a carta, mas confirmou que o assédio aconteceu.
O primeiro processo foi arquivado, mas em 2025 Kleiton pediu novas investigações. A polícia abriu outro caso, e a decisão saiu na última quinta-feira (13).
A juíza disse: "É claro que a acusada atribuiu fatos específicos ao querelante na frente de outras pessoas, o que prejudicou sua reputação. Por isso, ficou configurado o crime de difamação."
Episódio da feira livre em Santos
Em setembro de 2023, o portal ge divulgou trechos de cartas escritas por jogadoras sobre o comportamento de Kleiton no Santos. As cartas falavam de cobranças exageradas e toques indesejados.
Um dos casos citados aconteceu numa feira em Santos. Kleiton teria perguntado a uma jogadora se ela estava comendo pastel. Quando ela respondeu que não, ele teria olhado para as suas nádegas e comentado sobre o peso dela.
A jogadora escreveu: "Uma vez, na feira, o técnico me perguntou se eu estava comendo pastel. Respondi que estava esperando as meninas. Ele deu a volta, olhou para a minha bunda e disse: 'Acho que não', querendo dizer que ela parecia grande."
Defesas do ex-técnico e da ex-jogadora
Depois da sentença, as duas partes se manifestaram. A advogada de Luciana, Paula Carpes Victório, disse que respeita a Justiça, mas não vai comentar as provas ou detalhes do processo por sigilo profissional.
Já o advogado de Kleiton, Leandro Weissmann, destacou a carreira do treinador, dizendo que ele é um profissional sério e que trabalhou muitos anos no futebol feminino.
O advogado afirmou: "O trabalho de um técnico envolve cobranças por desempenho e disciplina. No caso de Luciana, as cobranças aconteciam porque ela não estava rendendo bem dentro de campo."
Kleiton também publicou um texto nas redes sociais sobre o caso. Ele disse que reabriu o processo para responsabilizar quem o acusou e falou sobre os prejuízos que sofreu.
No desabafo, ele escreveu: "Nesses três anos, vi minha carreira de 30 anos no futebol ser destruída. Meu nome foi ligado a uma acusação de assédio sexual. Perdi o emprego e oportunidades, e isso afetou minha família."


Espanhola é condenada por acusar ex-técnico do Santos de assédio - Jogada10





