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20 de agosto de 2026

Itaú BBA planeja chegar a R$ 150 bilhões em crédito agro

Geral Agronegocio 20/08/2026 14:43 Alessandra Mello, AgFeed agfeed.com.br

Pedro Fernandes, diretor de agronegócio do banco, fala sobre a crise no setor, a inadimplência dos médios produtores e a recuperação judicial.

Pedro Fernandes, engenheiro e especialista em finanças, dedica há 25 anos sua carreira ao agronegócio. Quando criança, adorava visitar a fazenda do avô, o que despertou sua paixão pelo setor.

Ele ajudou a criar uma área exclusiva para o agronegócio dentro do maior banco do país, o Itaú BBA. Sua trajetória inclui muitos altos e baixos do mercado.

  • O banco atende produtores rurais desde 2013.
  • A carteira agro do banco chegou a R$ 135 bilhões em 2025.
  • A meta é crescer 10% e alcançar R$ 150 bilhões em 2026.
  • A recuperação judicial no setor cresceu quase 22% no primeiro trimestre.
  • Produtores com dívidas via CPR não foram incluídos na renegociação.

Segundo ele, a primeira vez que o banco atendeu clientes do mesmo setor com uma visão única foi na área de açúcar e etanol, por volta de 2008/2009. A experiência deu tão certo que o modelo foi expandido.

Cinco anos depois, o banco começou a atender produtores rurais e, em 2020, integrou todas as cadeias produtivas do agro.

Em 2026, a expectativa é crescer pelo menos 10% na carteira agro, que no ano passado somou R$ 135 bilhões.

Apesar da tempestade perfeita do agro, com crédito restrito e margens apertadas, Pedro está confiante em chegar aos R$ 150 bilhões. Ele vê oportunidades no setor de açúcar e etanol, com grupos descapitalizados fazendo investimentos importantes.

A crise no crédito também aumenta a demanda por bancos tradicionais como o Itaú BBA, já que o mercado de capitais está mais cauteloso.

Ele também comentou sobre o crescimento de quase 22% nas recuperações judiciais no agro no primeiro trimestre, mas acredita que os produtores já entenderam que esse caminho não traz benefícios.

Quem caiu nesse conto do vigário não resolveu o problema e agora ninguém empresta nada para ele, afirmou Fernandes.

Na sua visão, Mato Grosso, origem das recuperações, já mostra queda, o que indica maior consciência.

No entanto, ele está preocupado com a inadimplência entre os médios produtores, que ainda enfrentam dificuldades para acesso ao custeio.

Apesar da renegociação de dívidas aprovada pelo Congresso, há uma parcela de produtores, com dívidas via CPR, que não é contemplada.

Para 2027, o cenário ainda é desafiador. Os bons produtores têm reduzido sua dívida, então nossa carteira só crescerá se a confiança voltar, ponderou.

O executivo também falou sobre governança e o impacto da renegociação, temas discutidos na entrevista completa com Pedro Fernandes no videocast AgLíderes, disponível no canal do AgFeed no YouTube.