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20 de agosto de 2026

MJSP anuncia Centro de Inteligência prisional que começa a funcionar em agosto

Geral MJSP 20/08/2026 15:13 Alex Rodrigues - Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

Nova estrutura vai unificar protocolos de segurança e impedir planejamento de crimes a partir de presídios brasileiros.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou, nesta quarta-feira (19), que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) iniciará suas operações ainda este mês.

A nova estrutura operacional reunirá órgãos de inteligência das polícias federais e estaduais, com o objetivo de unificar protocolos de segurança e coibir o planejamento de crimes a partir do interior dos estabelecimentos prisionais brasileiros.

Instituído em junho deste ano por meio da Portaria Ministerial 1.234, o Cnip integra o projeto Padrão Segurança Máxima, que faz parte do programa federal Brasil Contra o Crime Organizado.

Responsável por integrar e coordenar a chamada Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen), o Cnip atuará de forma contínua para consolidar e difundir informações de inteligência penal, além de monitorar situações de crise e oferecer suporte técnico para a tomada de decisões pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pelos entes federativos.

A estratégia ministerial busca sufocar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas. O que, segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, exige integração entre as forças federais e estaduais e uma ação coordenada para impedir a entrada ilegal de aparelhos de telefone celular nos presídios.

O problema do [telefone] celular figura como uma das principais questões ligadas à percepção de segurança pública, comentou Silva durante a coletiva de imprensa sobre as estratégias nacionais de enfrentamento aos ilícitos envolvendo celulares.

Durante a coletiva, o ministério apresentou resultados preliminares de ações ostensivas, como a Operação Última Chamada, realizada entre os dias 10 e 19 de agosto. Segundo a pasta, no período foram recuperados 6.052 aparelhos celulares e executadas 97 prisões em flagrante. A ação também fiscalizou 227 comércios e enviou mais de 33 mil alertas para pessoas em posse de aparelhos irregulares.

Especificamente quanto ao sistema penitenciário, as operações realizadas entre maio e agosto deste ano, em parceria com estados e o Distrito Federal, resultaram na apreensão de 2.254 aparelhos celulares. Quase 9,9 mil celas de 295 unidades prisionais de todo o país foram revistadas.

Ainda segundo o ministério, os roubos e furtos de celulares passaram de 225.644 no primeiro trimestre de 2025 para 215.589 no mesmo período de 2026, registrando uma redução de 4,5% neste tipo de ocorrência.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, as ações desenvolvidas no âmbito do sistema prisional são fundamentais para interromper o furto, roubo, receptação e o comércio ilegal de celulares.

"Essa cadeia de crimes termina, ocasionalmente, no sistema prisional. Por isso, é tão importante, além de compreender essa cadeia, romper o ciclo", afirmou Garcia.

Ações

Durante a coletiva, o Ministério apresentou resultados preliminares de ações ostensivas, como a Operação Última Chamada, realizada entre 10 e 19 de agosto. O órgão informou que, no período, foram recuperados 6.052 aparelhos celulares e efetuadas 97 prisões em flagrante. A ação também fiscalizou 227 comércios e enviou mais de 33 mil alertas para pessoas com aparelhos irregulares.

Especificamente no sistema prisional, as operações realizadas entre maio e agosto deste ano, em parceria com estados e o DF, resultaram na apreensão de 2.254 aparelhos celulares. Quase 9.900 celas de 295 unidades prisionais foram revistadas.

Os dados também indicam uma redução de 4,5% nos roubos e furtos de celulares no país entre o primeiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026.

Para o secretário, as ações no sistema prisional são centrais para interromper o ciclo de furto, roubo, receptação e comércio ilegal de celulares, freando impactos diretos na vida cotidiana da população.

  • Novo centro integra forças federais e estaduais para inteligência prisional
  • Objetivo principal é impedir planejamento de crimes dentro de presídios
  • Operação Última Chamada resultou em milhares de recuperações de celulares
  • Apreensões significativas em unidades prisionais ao longo de vários meses
  • Dados mostram redução de furtos e roubos de celulares no início de 2026

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Relatório de ações recentes e atualizações sobre segurança pública continuam a ser divulgados pelos órgãos competentes.