O chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que as novas sanções dos Estados Unidos dificultam a entrada de alimentos, medicamentos e equipamentos médicos no país. As medidas atingem autoridades e entidades estatais, aumentando a pressão sobre o governo de Donald Trump.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de tentar dificultar de propósito a prestação de serviços básicos para a população cubana. Isso aconteceu depois que Washington anunciou uma nova rodada de sanções contra autoridades e entidades da ilha.
Em particular, as sanções atrapalham o transporte de contêineres com alimentos, medicamentos e equipamentos médicos, que são comprados principalmente por micro, pequenas e médias empresas (MPME) privadas cubanas", disse Rodríguez na rede social X.
- Cuba depende muito da importação de alimentos e remédios.
- As sanções dos EUA contra Cuba existem há décadas.
- As novas sanções atingem também o Ministério da Construção cubano.
- A população cubana está diminuindo, com mais mortes do que nascimentos.
- Mais de um quarto dos cubanos tem 60 anos ou mais.
O chanceler chamou a política dos EUA de 'obsessão fracassada' contra Cuba e culpou Rubio por ter a intenção deliberada de impedir que o governo cubano garanta serviços essenciais para a população.
Novas sanções dos EUA contra Cuba
Na quinta-feira, os EUA impuseram sanções a três autoridades cubanas e nove entidades estatais ligadas à mineração, comércio exterior e metalurgia. O Ministério da Construção também é um dos alvos das medidas.
As restrições fazem parte da estratégia dos EUA para aumentar a pressão por mudanças políticas e econômicas em Cuba.
Essas sanções se somam às que já atingem o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e às acusações criminais contra o ex-presidente Raúl Castro. As medidas fazem parte da campanha do presidente Donald Trump para aumentar a pressão sobre o governo cubano, que já enfrenta uma grave crise.
No início de agosto, Marco Rubio disse que Cuba não teria uma 'saída' da pressão dos EUA e que o governo cubano não poderia esperar o fim do segundo mandato de Trump.
A economia cubana também foi afetada pelo embargo ao petróleo que começou em janeiro e por uma nova série de sanções secundárias adotadas desde maio, contra setores importantes para a economia do país.
Cuba registra mais mortes do que nascimentos
As novas medidas são anunciadas enquanto Cuba também enfrenta uma grande queda na população.
Dados divulgados na quinta-feira pela imprensa estatal mostram que o país teve 136.214 mortes em 2025, mais que o dobro dos 68.064 nascimentos no mesmo período.
A população também está envelhecendo. Pessoas com 60 anos ou mais já representam 26,7% dos habitantes da ilha.
A taxa de fecundidade ficou em 1,29 filho por mulher pelo segundo ano seguido, o menor nível desde 1958. A taxa bruta de reprodução foi de 0,62 filho por mulher, muito abaixo dos 2,1 necessários para repor a população.
No fim de 2025, Cuba tinha 9.434.593 habitantes. Desse total, 7.044.773 (74,7%) viviam em cidades e áreas urbanas.
Outros 2.389.820 viviam em áreas rurais, segundo o Centro de Estudos Populacionais e de Desenvolvimento (CEPDE) e o Escritório Nacional de Estatísticas (ONEI), divulgados pelo site Cubadebate.
Havana tem a maior redução populacional do país. Na capital, o bairro Plaza de la Revolución tem o maior percentual de idosos: 38,2% dos moradores têm 60 anos ou mais.


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