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24 de agosto de 2026

Começa campanha de DNA para encontrar desaparecidos em Mato Grosso

Geral Campanha 24/08/2026 07:46 Assessoria PJC-MT - Estadão MT estadaomatogrosso.com.br

A Polícia Civil de Mato Grosso inicia nesta segunda-feira (24) a coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A ação é nacional e busca ampliar o banco de perfis genéticos para ajudar na identificação de corpos e na localização de pessoas.

A Polícia Civil de Mato Grosso inicia, nesta segunda-feira (24), os trabalhos da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.

A ação é organizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e executada em Mato Grosso pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

  • A coleta de DNA ajuda a identificar corpos encontrados que ainda não foram reconhecidos.
  • Qualquer familiar pode doar, mas os pais e filhos são os mais indicados.
  • Não é preciso levar o boletim de ocorrência, mas é recomendado.
  • A campanha acontece durante todo o ano, não só nesta semana.
  • Se a pessoa for identificada, a polícia avisa a família e dá orientações.

Essa coleta é mais um recurso para localizar pessoas desaparecidas. Famílias que ainda não doaram material genético podem fornecer uma amostra para ajudar nas buscas.

A ação busca aumentar o número de perfis genéticos disponíveis. Entre os dias 24 e 28 de agosto, os trabalhos serão intensificados em 17 pontos de coleta da Politec em todo o estado, mas a doação pode ser feita em qualquer época do ano.

Atualmente, o banco estadual de perfis genéticos tem 433 perfis de restos mortais não identificados, que podem ser confrontados com o DNA de possíveis familiares.

Na prática

Para fazer a coleta, os familiares devem ir a um posto de atendimento e levar um documento de identificação e as informações do boletim de ocorrência do desaparecimento (número, estado e delegacia). Não é obrigatório levar o boletim, mas é recomendado. Quem já doou não precisa repetir.

A doação deve ser feita, de preferência, por familiares de primeiro grau: pai ou mãe biológicos, filhos biológicos e, depois, irmãos. Se não for possível, outros parentes podem doar. Crianças podem doar desde que estejam com os pais ou responsáveis.

Coleta em qualquer local

Independentemente de onde a pessoa desapareceu, a coleta pode ser feita em qualquer ponto de atendimento. Basta informar a situação aos profissionais. Se o desaparecimento ocorreu em outro país, também é possível buscar nos bancos de DNA internacionais.

Prazo e procedimentos futuros

Não há prazo para doar. Os familiares podem doar amostras a qualquer momento, mesmo que o parente esteja desaparecido há muito tempo. Mas é preciso ter um boletim de ocorrência registrado. Se não tiver, a família pode procurar a delegacia mais próxima para fazer o registro.

Quando a pessoa desaparecida for identificada, será feito um laudo oficial, que será enviado à delegacia responsável. Depois, a polícia entrará em contato com a família para dar as orientações.