O chefe de direitos humanos da ONU afirmou que todas as redes sociais deveriam ser seguras para crianças, após a Meta fechar um acordo bilionário nos EUA. Ele pediu que governos ajam sem depender de tribunais.
Todas as redes sociais deveriam ser seguras para crianças, afirmou o chefe de direitos humanos da ONU, depois que a Meta fechou um grande acordo nos EUA.
Parte do acordo que a gigante de tecnologia fez com quase todos os estados americanos foi adicionar mais medidas de segurança infantil - mas a Meta também pediu que TikTok e YouTube adicionassem os mesmos recursos.
ONG pede ação dos governos
O alto comissário da ONU para direitos humanos, Volker Türk, disse que os governos precisam "agir em vez de esperar que tribunais e empresas ajam". Ele completou: "As crianças não deveriam esperar por um processo judicial para estarem seguras online".
Türk disse que as mudanças propostas pela Meta, incluindo limites de tempo e controles de supervisão parental, estão alinhadas com o que ele vem pedindo - "mas ainda não chegamos lá".
Em maio, o escritório de Türk divulgou um plano de 10 pontos para regular as redes sociais, que inclui proteção de dados e design mais seguro, com melhores métodos de verificação de idade e redução de recursos viciantes.
Pressão sobre outras plataformas
Enquanto isso, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que representou um dos estados líderes no processo contra a Meta, disse que está "buscando garantir" que o TikTok adote medidas semelhantes às da Meta. Bonta afirmou estar "interessado" em conversar com TikTok e YouTube, e que o TikTok estava "interessado em falar conosco".
- Limite diário de uma hora de uso
- Modo noturno
- Medidas de verificação de idade
Na terça-feira, a Meta concordou em pagar até US$ 18 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) para 48 estados dos EUA, além do Distrito de Columbia e três territórios. As penalidades serão pagas ao longo de 10 anos, mas US$ 5,3 bilhões dependem de YouTube e TikTok também implementarem as medidas listadas acima.
Como parte do acordo, a Meta não admitiu nenhuma irregularidade.


Volker Türk, chefe de direitos humanos da ONU





