Araras em condomínio de Cuiabá chamaram a atenção ao gerarem conflito entre moradores após gritos que incomodaram, resultando em medidas legais e proteção para uma moradora.
Cuiabá, 28 de agosto de 2026
Um vídeo mostrado pela TV local chamou atenção ao mostrar o grito estridente de araras no Condomínio Pérola Rara, em Cuiabá, que acabou envolvendo dois advogados e o delegado Bruno Abreu em uma disputa dentro do grupo de WhatsApp do condomínio. As aves, conhecidas pela beleza e cores, costumam cantar cedo pela manhã e, desta vez, geraram reclamações que evoluíram para conflitos entre vizinhos.
Segundo as informações, a advogada Silvana Alves de Souza, que buscou proteção legal após as provocações, relatou que as queixas não eram apenas contra as aves, mas contra o barulho que perturbava o sono. Silvana afirmou que os gritos das araras começavam por volta das 5h30, prejudicando o descanso de moradores há cerca de um ano.
O noivo da moradora proprietária das aves, Reinaldo Américo Ortigara, acabou entrando na discussão. Em mensagens trocadas, ele fez desafios e insultos, incluindo ataques à advogada e à família, o que levou o juiz a considerar o caso sob a Lei Maria da Penha, com base em violência de gênero, apesar de não haver relação familiar entre as partes.
O magistrado determinou medidas restritivas para que Reinaldo se aproxime de Silvana, de seus familiares e de testemunhas, além de impedir que ele frequente a residência e o local de trabalho da advogada. Também foi estipulado um estudo psicossocial para avaliar se as restrições devem permanecer e a Polícia Federal verificar a possível posse de armas registradas em nome dele.
Silvana deverá receber orientações para utilizar o aplicativo SOS Mulher e o caso será acompanhado pela Patrulha Maria da Penha. A decisão destacou que, apesar de serem vizinhos próximos, as ações passaram a ter consequências legais relevantes e proteção específica para a vítima.
Resumo da notícia
- Araras em Cuiabá despertaram atenção ao gerarem conflito entre moradores.
- Discussões no condomínio evoluíram para ações legais envolvendo proteção à mulher.
- Medidas restritivas foram impostas a Reinaldo e devem ser avaliadas em estudo psicossocial.
- A polícia pode verificar a posse de armas; se houver arma, porte pode ser suspenso.
- A vítima receberá orientação para uso do SOS Mulher e acompanhamento pela Patrulha Maria da Penha.
Reinaldo também não pode entrar em grupos de WhatsApp dos quais Silvana participe, o que reforça o afastamento do condomínio. O processo continua para confirmar se as medidas são suficientes para evitar novas ocorrências.
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Foto: Folhamax






