A União Europeia vai suspender a partir de amanhã a entrada de produtos de origem animal do Brasil, prejudicando exportações e a imagem do país. A CNA enviou ofícios ao governo pedindo medidas para reequilibrar a situação e proteger os produtores rurais.
A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) enviou ofícios ao governo brasileiro alertando sobre os prejuízos ao setor agropecuário devido à decisão da União Europeia de suspender, a partir de amanhã, a entrada de produtos brasileiros de origem animal no bloco.
De acordo com Bruno Luk, diretor técnico da CNA, a entidade solicitou a utilização dos mecanismos de reequilíbrio previstos no acordo Mercosul-União Europeia. Ele destacou a importância de garantir igualdade nas discussões comerciais entre o Brasil e o bloco europeu.
- A UE suspende a entrada de carne e outros produtos animais do Brasil a partir de amanhã.
- A CNA pede que o Brasil use os mecanismos de reequilíbrio do acordo Mercosul-UE.
- O número de fazendas brasileiras habilitadas para exportar carne bovina à UE caiu de 15 mil para cerca de 1.500.
- O Brasil exporta para mais de 150 países, mas a decisão prejudica a imagem da carne brasileira.
- A CNA propõe protocolos voluntários de segregação, como os aceitos pela UE para a Austrália.
Práticas protecionistas da UE
Luk ressaltou que a União Europeia tem adotado práticas protecionistas, especialmente em relação a questões ambientais e normas que aumentam a burocracia, onerando os produtores rurais brasileiros. Ele apontou que, enquanto no passado havia 15 mil fazendas habilitadas para exportar carne bovina para a Europa, atualmente esse número caiu para cerca de 1.500.
Impactos na imagem da proteína animal brasileira
A suspensão das importações pela UE não apenas afeta a economia brasileira, mas também prejudica a imagem da proteína animal do país. O Brasil possui um sistema sanitário robusto, exportando para mais de 150 países, e a decisão europeia coloca em cheque essa credibilidade.
Medidas enérgicas solicitadas
A CNA fez um apelo ao governo federal para que adote medidas mais enérgicas, enfatizando que a questão não é técnica. A entidade propõe que sejam estabelecidos protocolos voluntários de segregação, semelhantes aos aceitos pela Europa para outros países, como a Austrália, e que haja transparência nas informações.


Redação Digital





