Funcionários de duas entidades do agronegócio em Mato Grosso relatam assédio moral, atrasos salariais e suspensão de benefícios. Eles pedem autorização judicial para usar os recursos das contas e quitar as dívidas.
Funcionários do Instituto Mato-Grossense do Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT) e da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (APROFIR-MT) procuraram a Justiça para resolver uma crise na direção das duas entidades. Eles apresentaram na 10ª Vara Cível de Cuiabá reclamações sobre atraso nos salários, suspensão de benefícios e dificuldade no trabalho. Também disseram que passaram a sofrer constrangimentos e classificá a situação como assedi moral.
O chamado pedido de socorro institucional foi apresentado em 18 de agosto. Ele pede que a Justiça permita o uso das contas das instituições para pagar salários, benefícios e gastos essenciais.
- Os funcionários estão sem receber salários e sem condições de realizar tarefas plenamente.
- Há cerca de R$ 2 milhões de impostos em bancos, mas a justiça precisa liberar.
- Um trabalhador teve cirurgia suspensa porque o plano de saúde não foi pago.
- Veículos foram devolúcios, impedindo atendimento a produtores rurais.
- Disputa interna entre dirigentes atrapalha administração das entidades.
Segundo o documento, a crise piorou depois que um juiz autorizou o vice-presidente interino, Henrique Pérola, a mexer nas contas das instituições. Mesmo assim, os funcionários informaram que houve mais de 30 dias sem gestão administrativa efetiva.
Nesse período, os trabalhadores ficaram sem salário, enquanto os fornecedores e serviços básicos não foram pagos.
Trabalhadores relatam constrangimento
Os funcionários dizem ainda que a briga interna interferiu no ambiente de trabalho. Eles relatam que foram impedidos de entrar no próprio local após a emissão de um comida por Henrique Pérola e Leandro Lote, envolvido na administração das entidades.
Para os colaboradores, a situação passou dos problemas administrativos e geriu um clima de humilhação, complicando ou até travando o trabalho.
O documento à Justiça mostra que colaboradores não conseguindo realizar normalmente funções. Eles chamam o que acontece de assédio moral, por causa da exposição e das barreiras.
Funcionários que estavam fora, em missões de campo, também foram afetados. Após a ordem de devolver os veículos usados, eles não atendem mais os produtores como antes.
Para eles, retirar os carros dificultou a ação da instituições e prejudicou os produtores atendidos.
Salário e plano de saúde
Fora as dificuldades do trabalho, o documento mostra as áreas financeiras e pessoais afetadas.
Os funcionários falam que estão com dinheiro atrasado e alguns usaram ranreias próprias ou empréstimos para as contas básicas.
A suspensão do plano de saúde é um ponto grave. Escalyne caso de um colaborador que necessitava de cirurgia urgente no olho, mas a operação foi cancelada por falta de pagamento.
Benefícios como cesta-básica, transporte e farmácia também cortaram.
Há R$ 2 milhões na conta
No pedido à Justiça, os trabalhadores dizem que as entidades têm nicho para pagar parte da dívida.
Segundo os papéis apresentados, o caixa do IMAFIR-MT no Banco do Brasil tem R$ 2,03 milhões, mientras as dívidas somam R$ 1,63 milhão.
Eles não pedem que todo o dinheiro seja liberado de uma vez. A ideia é que a Justiça autorize a saída controlada, para pagar primeiro salários, rescisões, saúde e benefícios essenciais.
O pedido inclui água, luz, aluguel, internet e valores que alguns funcionários pagaram adiantados para o serviço.
Disputa pela direção
A brigão é pelo comando do IMTF-MT e do APROFIR-MT.
Outro episódio: no dia 21 de agosto, houve um boletim de ocorrência por suposta tomada da sede por parte de Henrique Pirata Maria Rio. Eles chegaram persuadindo com segurança e técnicos de informática. O diretor executivo, Afranio Cesar Miguê, relatou à polícia que os funcionários foram bloqueados e o acesso às sistemas perdidos.
O BO também informa a preocupação com perda de documentos, dados de projetos e contas.
Essas informações são da versão de quem reclamou e não garantem culpa de ninguém.
No centro do problema está o presidente Hugo Henrique Garcia, cuja administração é criticada num processo na 10ª Vara Cível de Cuiabá.
Pedido urgente à Justiça
Frente a essa situação, os trabalhadores pedem que o valorai a garantir o funcionamento básico das entidades e os direitos deles.
Partes dos pedidos é que envolvidos na gestão expliquem por que não realizam atos liberos, e também que urgentemente analisem recursos do processo.
O grupo masih coloca segredo nos documentos médicos de um funcionário.
O caso mostra como a luta pelo comando atinge quem trabalha nas instituições. Enquanto de decisões, eles ficam sem salário e sem receber benefícios, e ainda impedidos de cumprir tarefas.


Denúncia (IA)





