O presidente dos Estados Unidos Donald Trump sugeriu em redes sociais a alteração do nome do estado do Novo México para 'Nova América'. A medida gera polêmica jurídica e política, já que especialistas apontam impossibilidade legal de mudança unilateral por ordem executiva, exigindo processo Legislativo local.
A polêmica proposta de mudança de nome
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu neste domingo (6) uma possível mudança no nome do estado do Novo México para Nova América. Em sua rede social Truth Social, ele compartilhou um novo mapa do país com esta denominação. A imagem também foi republicada na conta oficial da Casa Branca no X, antigo Twitter.
Apesar da publicação nas redes, não houve até o momento nenhum anúncio oficial sobre medidas federais para alterar o nome do estado. Segundo a Fox News, um presidente americano não pode mudar unilateralmente o nome de um estado por meio de uma ordem executiva. Para que a alteração ocorra legalmente, seria necessário realizar um referendo e obter a aprovação da medida pela esfera legislativa do próprio estado.
- Trump publicou um mapa com o nome Nova América no lugar de Novo México.
- Especialistas afirmam que o presidente não pode alterar nomes de estados sozinho.
- A mudança exige referendo popular e aprovação do legislativo estadual.
- A governadora do estado criticou a ideia como um desvio de atenção de problemas reais.
- HISTÓRIA: O nome atual é usado desde o final do século XVI por exploradores espanhóis.
Reação da governadora e a essência histórica do nome
A governadora do Novo México, a democrata Michelle Lujan Grisham, afirmou que o nome do estado não está em discussão. É nosso desde antes de os Estados Unidos existir, declarou. Ela também criticou Trump, argumentando que a sugestão serviria apenas para desviar a atenção de problemas enfrentados pelos americanos, como preços mais altos de combustíveis e alimentos, além de dificuldades no acesso à saúde e moradia.
Enquanto a Casa Branca desperdiça o tempo colorindo mapas, o estado do Novo México está ocupado trabalhando, destacou a governadora. O nome Novo México começou a ser utilizado por exploradores espanhóis no final dos anos 1500. A denominação permaneceu mesmo depois que o território foi incorporado aos Estados Unidos, em 1848, e continuou quando a região recebeu o status de estado, em 1912.
Antecedentes recentes em outras fronteiras e marcos
A possível alteração é mais uma iniciativa semelhante promovida por Trump. Pouco depois de assumir o segundo mandato, em janeiro de 2025, o presidente anunciou a mudança do nome do Golfo do México para Golfo da América. O governo federal tem autoridade para alterar nomes em mapas domésticos e documentos oficiais, mas não pode obrigar outros países ou organizações internacionais a adotarem as mesmas denominações, segundo a Associated Press.
Por isso, grande parte da comunidade internacional continuou utilizando o nome Golfo do México. Nos Estados Unidos, porém, empresas de mapeamento como Google, Apple e Microsoft atualizaram a denominação exibida aos usuários em suas plataformas. Em 25 de agosto, Trump também anunciou pela Truth Social que pretendia mudar o nome do Lago Ontário para Lago América. O lago fica entre os Estados da região de Nova York e o Canadá, sendo que Ontário também é o nome do estado canadense vizinho.
Contexto de tensão comercial com o Canadá
Em meio à guerra tarifária com o Canadá, Trump afirmou que estava considerando seriamente a mudança do nome porque não esperava fazer muito mais negócios com Ontário. Dois dias depois, ao assinar a mudança para Lago América no Salão Oval, declarou que o Canadá havia nos roubado há muito tempo nas relações comerciais. Trump também afirmou ter orientado o secretário do Interior, Doug Burgum, a atualizar o Sistema de Informações de Nomes Geográficos para efetivar a mudança.
Estimativa de custos para a renomeação
Uma estimativa do Grok, inteligência artificial de Elon Musk, apontou que a alteração do nome do Novo México poderia custar entre US$ 50 milhões e US$ 300 milhões aos cofres públicos. O cálculo considera as mudanças necessárias em placas de estradas, sistemas digitais, documentos oficiais, placas de veículos e campanhas de informação pública para a população.


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