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16 de setembro de 2026

Messi volta à Argentina para a despedida final na seleção

Geral Futebol 16/09/2026 07:02 Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Lionel Messi retorna à seleção argentina para um último amistoso contra a Benim em Buenos Aires, em uma festa de homenagem marcada para 6 de outubro, encerrando 21 anos de carreira com a camisa albiceleste.

Lionel Messi vai vestir a camisa da Argentina pela última vez. Pouco mais de um mês depois de anunciar a aposentadoria da seleção, o camisa 10 aceitou o convite da Associação do Futebol Argentino (AFA) para disputar um jogo de despedida diante da torcida. A partida será contra a seleção do Benim, no dia 6 de outubro, no Estádio Monumental, em Buenos Aires.

A presença de Messi foi confirmada nesta terça-feira (15) pelo presidente da AFA, Claudio "Chiqui" Tapia. O dirigente explicou que a entidade, em conjunto com o técnico Lionel Scaloni, convidou o atacante para receber uma homenagem à altura da história construída ao longo de mais de duas décadas com a seleção nacional.

  • O jogo de despedida acontece no dia 6 de outubro, em Buenos Aires.
  • Messi jogará apenas a última partida dos três amistosos previstos.
  • A família do craque e os campeões mundiais de 2022 serão convidados.
  • A despedida marca o fim de 21 anos de carreira internacional.
  • A Argentina perdeu a final da Copa do Mundo 2026 para a Espanha.

A despedida no Estádio Monumental

"Convidamos o melhor jogador do mundo, o emblema da nossa seleção, nosso capitão Lionel Andrés Messi, para que possa ter a despedida que realmente merece no dia 6 de outubro, aqui na Argentina", afirmou Tapia ao anunciar a decisão pública.

A Seleção Argentina fará três partidas em casa na próxima Data Fifa, que serão as primeiras após a Copa do Mundo de 2026. A equipe escalada por Scaloni enfrentará a Bolívia em 30 de setembro, no Estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba. Em seguida, receberá o Burkina Faso em 3 de outubro, no Monumental.

Três dias depois, no mesmo palco, será a vez do Benim entrar em campo, confronto escolhido especificamente para a despedida do maior artilheiro da história da seleção. Vale destacar que o jogo contra a Bolívia não poderá contar com o craque, pois ele foi convocado apenas para o último compromisso.

Rodrigo De Paul e Giovani Lo Celso também se apresentarão exclusivamente para a partida de 6 de outubro, seguindo a decisão da federação. A expectativa de público é de casa cheia, já que o Monumental comporta mais de 80 mil pessoas.

Um evento especial e sem restrições

Diferentemente do jogo contra a Bolívia, a partida de despedida de Messi não estará sujeita à redução de público determinada pela Fifa. Essa medida havia sido imposta devido a incidentes envolvendo torcedores argentinos na última Copada Mundo.

A despedida não será apenas uma partida amistosa, mas sim uma grande celebração. A AFA planeja transformar a noite em uma homenagem completa à trajetória de Messi, incluindo a exibição de vídeos e outras homenagens ao camisa 10 dentro de campo.

O presidente da entidade, Tapia, anunciou que os jogadores que fizeram parte da campanha da Copa do Mundo de 2022 foram convidados, acompanhados de suas famílias, para participar da festa. A ideia é reunir no Monumental boa parte dos companheiros que compartilharam da fase mais vitoriosa da carreira internacional de Messi.

Essa fase foi marcada pela conquista da Copa América de 2021, da Finalíssima de 2022, do Mundial do Catar e de uma nova Copa América em 2024. Segundo o jornal argentino Clarín, a família do atacante também marcará presença, com a esposa Antonela Roccuzzo, os filhos Thiago, Mateo e Ciro, a mãe Celia e seus irmãos.

O encerramento de uma era

Messi havia comunicado sua decisão de deixar a seleção em 31 de agosto, algumas semanas após a final da Copa do Mundo de 2026. A Argentina chegou novamente à decisão, mas perdeu para a Espanha por 1 a 0 na prorrogação, em Nova Jersey. Depois do torneio, aos 39 anos, o capitão decidiu encerrar uma trajetória que teve início em 2005.

Na carta em que anunciou a aposentadoria, Messi afirmou que a decisão ainda lhe causava dor, mas que entendia ter chegado o momento de abrir espaço para uma nova geração. "Eu me esvaziei, não tenho mais nada para dar, e também vêm garotos muito grandes atrás que merecem estar", escreveu o argentino.

Na ocasião, não estava previsto que ele voltasse tão rapidamente à seleção. De acordo com a imprensa local, conversas com familiares, companheiros de equipe, Scaloni e dirigentes da AFA ajudaram a convencê-lo a aceitar uma última apresentação diante do público argentino.

Antes do jogo de despedida, Messi soma 207 partidas e 125 gols pela seleção principal. Esses números o consolidam como o atleta com mais jogos e o maior artilheiro da história da Argentina. A trajetória começou em 17 de agosto de 2005, em um amistoso contra a Hungria, em Budapeste.

Aquela estreia ficou marcada pela expulsão de Messi pouco depois de sua entrada em campo, um início improvável para uma história que terminaria com ele como capitão e principal símbolo de uma das gerações mais vitoriosas do futebol do país. Durante muitos anos, a relação do jogador com a selección foi marcada pelas comparações com Diego Maradona e pelas frustrações em decisões importantes.

A mudança definitiva ocorreu em 2021, quando Messi conquistou sua primeira Copa América com a seleção principal ao derrotar o Brasil no Maracanã. No ano seguinte, veio a conquista da Finalíssima contra a Itália e, meses depois, o grande título que ainda faltava: a Copa do Mundo de 2022, no Catar.

Em 2024, a Argentina conquistou novamente a Copa América. O Mundial de 2026 acabou sendo sua sexta e última Copa. Apesar da derrota na final para a Espanha, Messi encerrou o torneio ampliando uma coleção de recordes que já havia construído ao longo de sua carreira vitoriosa.