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18 de setembro de 2026

CNA explica a diplomatas europeus a qualidade da carne do Brasil

Geral Comércio 18/09/2026 08:12 Redação Digital - Canal Rural canalrural.com.br

Confederação da Agricultura do Brasil (CNA) reuniu representantes de 14 países para reforçar a segurança sanitária e esclarecer dúvidas sobre o uso de antimicrobianos na pecuária nacional, em resposta às novas regras da União Europeia.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) organizou um encontro técnico com representantes de 14 países e da União Europeia. O objetivo principal foi discutir a qualidade e a segurança sanitária da carne produzida no Brasil. A iniciativa surgiu em resposta às novas regras impostas pela Europa, que entraram em vigor no dia 3 de setembro. Essas normas impõem restrições mais rígidas ao uso de antimicrobianos em animais destinados à produção de alimento.

O diálogo buscou garantir que os compradores internacionais entendam os padrões de qualidade aplicados à proteína animal brasileira. Para isso, a CNA utilizou o encontro como um canal direto de comunicação técnica, evitando mal-entendidos que poderiam afetar as exportações.

  • A nova regra da União Europeia passou a valer em 3 de setembro, restringindo antimicrobianos.
  • Líderes de 14 países e da UE participaram do encontro promovido pela CNA.
  • O diretor Bruno Luk esclareceu que ionófilos não são antibióticos para humanos.
  • O grupo 'Diplomatas da Agricultura' vai repassar as informações aos governos.
  • O evento contou com o apoio do Ministério da Agricultura (Mapa).

Pautas centrais do encontro

O encontro teve como foco reforçar a confiança internacional no agronegócio brasileiro. Durante os debates, a associação destacou as medidas que o Brasil adota para manter a segurança dos alimentos. As autoridades presentes explicaram como funciona o sistema de fiscalização do país, mostrando que ele segue padrões rigorosos e alinhados às melhores práticas mundiais.

Além de defender a imagem do produto nacional, a CNA buscou esclarecer pontos técnicos específicos que geram preocupação nos mercados importadores. A intenção era demonstrar que a produção brasileira é segura, sustentável e transparente, capaz de atender às expectativas de qualidade e responsabilidade ambiental exigidas globalmente.

Presença de autoridades e especialistas

O debate contou com a participação do grupo 'Diplomatas da Agricultura do Brasil' e representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Carlos Gular, secretário do Mapa, reforçou durante o encontro a necessidade de respeitar as decisões soberanas de cada país. Ele destacou a importância da equivalência regulatória, ou seja, o reconhecimento mútuo dos padrões técnicos entre nações para facilitar o comércio de alimentos.

Esclarecimentos sobre antimicrobianos

Bruno Luk, diretor técnico da CNA, explicou que o encontro serviu para dissipar confusões comuns no mercado externo. Ele enfatizou que existe uma distinção clara entre diferentes tipos de produtos usados na pecuária. Segundo ele, é fundamental diferenciar substâncias que não representam risco para a saúde humana, evitando que regulamentos internacionais sejam aplicados de forma equivocada à realidade brasileira.

Repercão e próximos passos

Para Pierre Adrien Romon, presidente do grupo Diplomatas da Agricultura do Brasil, as informações técnicas apresentadas são de grande valor. Ele ressaltou que esses dados serão transmitidos aos governos dos respectivos países. O objetivo é alinhar a compreensão comercial e técnica, permitindo que os países tomem decisões informadas sobre a compra de carne brasileira, baseadas em fatos e não em mitos.

Alcance global da representação

A lista de participantes demonstra a importância do evento para a economia nacional. Estiveram presentes representantes de mercados estratégicos como Alemanha, Argentina, Austrália, China, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, República Dominicana e Singapura, além de membros da União Europeia. Essa diversidade de nações mostra a centralidade do Brasil nos acordos comerciais de alimentos no mundo atual.