O Brasil deve importar entre 40 e 41 milhões de toneladas de fertilizantes em 2026, uma queda de até 12% em relação ao recorde de 2025. Essa redução acontece apesar do aumento da área plantada na safra 2026/2027. A decisão é influenciada pelos altos preços dos insumos, que pressionam os custos dos produtores rurais.
A importação de fertilizantes no Brasil deve cair mais de 10% em 2026, mesmo com a previsão de que a área cultivada crescerá na próxima safra. O país espera importar entre 40 milhões e 41 milhões de toneladas, um valor menor que o recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas registrado em 2025.
Essa estimativa vem de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O governo destacou que o preço alto dos insumos agrícolas está mudando as decisões dos produtores rurais, que agora buscam alternativas para baratear a lavoura.
Resumo em 5 pontos
- A importação de fertilizantes deve cair de 45,5 milhões de toneladas (2025) para entre 40 e 41 milhões em 2026.
- O consumo de café no varejo subiu 4,65% entre maio e agosto, mesmo com preços caindo para o consumidor.
- Aproximadamente 7 milhões de sacas de café foram vendidas no período analisado.
- Os preços do arroz no Rio Grande do Sul permanecem altos devido à forte demanda das indústrias e exportação.
- A oferta de arroz ainda é limitada, mantendo a disputa pela matéria-prima no mercado gaúcho.
Impactos dos preços dos insumos
A elevação nos custos dos fertilizantes tem forçado os agricultores a planejar suas compras com mais cautela. Embora a área plantada deva aumentar, a quantidade total de produto químico importado diminui, indicando uma mudança na eficiência ou na composição da fertilização utilizada nas lavouras brasileiras.
Mercado do café em alta
No setor de café, o consumo no varejo brasileiro registrou um crescimento de 4,65% no acumulado do segundo quadrimestre de 2026. Esse aumento ocorreu em um cenário de queda dos preços pagos pelo consumidor final, o que confirma uma tendência de aceleração no mercado nacional.
- Foram vendidas cerca de 7 milhões de sacas de café entre maio e agosto.
Arroz mantém preço firme no Sul
Os preços do arroz seguem altos no Rio Grande do Sul. Essa estabilidade é sustentada pela necessidade de reposição de estoques das indústrias e pela forte demanda externa. Segundo o CPEIA (Centro de Pesquisas do Arroz), a oferta continua sendo pontual, o que mantém a disputa acirrada pela matéria-prima no mercado local.
- Agentes do setor consultados pelo CPEIA relatam um leve aumento na presença de vendedores nos últimos dias.
- Ainda assim, a restrição na oferta não foi alterada, mantendo a pressão sobre os preços.


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