Bastian Schweinsteiger e Joshua Kimmich criticam a seleção alemã após o primeiro gol sofrido na Liga das Nações. Jogadores admitem queda de desempenho e apontam falta de atletas decisivos, enquanto técnico Jürgen Klopp pede paciência para a adaptação do grupo.
A Alemanha vive um momento de crise no futebol. Na última rodada da Liga das Nações, a equipe comandada por Jürgen Klopp sofreu sua primeira derrota histórica na competição. O time perdeu por 1 a 0 para a Grécia, em partida disputada em Augsburg. Este resultado foi marcante, pois foi a primeira vez que os alemães perderam para os gregos em toda a história. Com essa queda, a Alemanha somou apenas um ponto após duas rodadas, o que aumentou a pressão sobre o elenco.
O episódio reacendeu as críticas à seleção. Bastian Schweinsteiger, campeão do mundo em 2014, foi o mais duro nas declarações. O ex-meia afirmou que a equipe alemã não pode mais ser considerada uma potência global. Para ele, o país perdeu seu status de elite no futebol internacional. A fala gerou repercussão imediata entre os torcedores e a imprensa europeia.
- A derrota para a Grécia foi a primeira da história da Alemanha em jogos contra os gregos.
- Bastian Schweinsteiger, campeão em 2014, disse que a seleção perdeu o status de potência.
- O jogador elogiou os atacantes gregos Pavlidis, Tzolis e Karetsas, citando falta de equivalentes na Alemanha.
- Jürgen Klopp admitiu a falta de rotina, mas pediu paciência para adaptar os jogadores.
- A Alemanha volta a jogar na quinta-feira, 1º de outubro, contra a Sérvia.
Críticas e falta de craques decisivos
Durante uma transmissão na rede de televisão ARD, Schweinsteiger foi direto: "Já não somos uma seleção de ponta. Agora somos medianos". O ex-jogador também apontou um problema tático grave: a falta de jogadores que saibam decidir nos momentos cruciais das partidas. Ele comparou a situação com o ataque grego, citando nomes específicos. "Se olharmos para a Grécia, temos Karetsas, Tzolis e Pavlidis no ataque. Para mim, foram jogadores que fizeram a diferença hoje. Nós não temos esses jogadores", avaliou o campeão mundial.
A vitória grega foi garantida apenas no fim do jogo. O atacante Dimitris Kourbelis marcou o gol da vitória aos 74 minutos. A jogada foi crucial para o resultado final. O chute de Kourbelis desviou na defesa de Joshua Kimmich e acabou entrando na rede. O atacante Pavlidis, do Benfica, jogou quase todo o tempo e foi destaque no setor ofensivo grego, confirmando a análise de Schweinsteiger sobre o talento presente no rival.
Kimmich admite a queda de nível
Não foi apenas o ex-jogador que fez duras críticas. O atual jogador da seleção, Joshua Kimmich, também reconheceu a distância entre o potencial e a realidade. Em entrevista ao canal esportivo SPORT1, Kimmich disse: "Uma seleção de ponta se caracteriza por conseguir vencer adversários teoricamente mais fracos e também as melhores equipes. Não vencemos a Holanda e hoje perdemos. Nesse sentido, atualmente não somos uma seleção de ponta". A fala ecoa a frustração com a eliminação precoce da Copa do Mundo de 2026, onde a equipe caiu na fase de grupos.
Apesar do reconhecimento da crise, Kimmich tentou manter o otimismo em relação ao futuro. Ele destacou que o foco agora não é apenas vencer, mas voltar a crescer como equipe. "Fomos eliminados muito cedo na Copa do Mundo. Mas também não é importante sermos uma seleção de ponta neste momento. O importante é voltarmos a crescer", acrescentou o zagueiro. O jogador também mencionou a dependência da equipe em suas ações criativas. Ele observou: "Vejo um problema na nossa equipe quando precisamos sair jogando desde trás. O único que consegue fazer passes criativos nessa região é Kimmich. Se ele não estiver, tudo fica mais difícil", analisou, referindo-se à sua própria função tática essencial.
Klopp pede calma e explica a dificuldade inicial
Jürgen Klopp, que está no comando da seleção, também se pronunciou após a derrota. Ele admitiu que a atuação ficou aquém do esperado, mas atribuiu o resultado à falta de entrosamento. O treinador explicou: "Estamos juntos há uma semana, nos reunimos recentemente e precisamos criar rotinas. Em determinado momento deste jogo, elas desapareceram. O futebol precisa de treino e de rotina". Esta é a primeira derrota de Klopp no comando da equipe, após ter empatado com a Holanda na estreia.
O técnico alemão defendeu os jogadores convocados pela primeira vez, evitando buscar culpados. "Os novos jogadores não fizeram muita coisa errada. Não se trata de encontrar culpados. Também não é fácil para os jogadores mais experientes atuarem com tantos atletas novos. Vi muitas coisas positivas, mas elas simplesmente não resultaram em uma forma dominante de jogar", justificou Klopp. Ele encerrou suas declarações com um tom de confiança no processo de evolução: "Prefiro um começo ruim a um final ruim. Vamos continuar evoluindo todos na mesma direção. Vamos nos encontrar e encaixar as peças, porque isso acontece quando fazemos as coisas certas. E estamos fazendo as coisas certas".
Agenda do próximo compromisso: A Alemanha volta a campo pela Liga das Nações na quinta-feira, dia 1º de outubro. O adversário será a Sérvia, em jogo decisivo para as pretensões da equipe. Três dias depois, no domingo, a seleção reencontra a Grécia, desta vez jogando fora de casa. A expectativa é que o grupo apresente mais maturidade e menos erros táticos nessas partidas.


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