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01 de outubro de 2026

Flamengo pede voto no STF contra banimento de apostas em esportes

Geral Flamengo 01/10/2026 16:12 Gabriel Salotti / MEIA HORA meiahora.com.br

O Flamengo entrou na disputa no Supremo Tribunal Federal para explicar como o banimento das casas de apostas (bets) afeta diretamente o futebol brasileiro. O clube, que recebe verba de patrocínio da Betano, alertou que a proibição abrupta pode quebrar contratos e paralisar o futebol, além de prejudicar o treinamento de atletas olímpicos.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido do Flamengo para participar dos julgamentos que decidem o futuro das casas de apostas no país. O clube entra como amigo da corte (amicus curiae) em três ações (ADIs 7721, 7723 e 7749) para apresentar dados e argumentos sobre como a proibição das bets afeta o esporte. A notícia foi divulgada pelo UOL e confirmada pelo portal MEIA HORA.

Com essa decisão, o Rubro-Negro poderá detalhar na Justiça os impactos financeiros da medida provisória, aprovada na última sexta-feira (25). A proibição abrangeu rapidamente os patrocínios, obrigando as empresas a retirarem as marcas dos camisas dos clubes.

Principais pontos da decisão

  • O STF permitirá que o Flamengo apresente documentos sobre a perda de verba publicitária.
  • O clube alega que o fim repentina dos contratos pode quebrar o planejamento financeiro do futebol.
  • O banimento deve afetar não só o Flamengo, mas também outras equipes e modalidades olímpicas.
  • A medida provisória deu um prazo de apenas 10 dias para que as apostas saíam do futebol.
  • O clube defende a regulação das apostas, mas alerta para o risco jurídico do banimento repentino.

O Flamengo divulgou uma nota nesta quarta-feira (30) explicando que a participação no julgamento tem um objetivo técnico. A diretoria quer contribuir com a discussão sobre o financiamento do esporte, o impacto nos contratos de patrocínio atuais e a manutenção das categorias de base. O objetivo é levar ao tribunal dados reais sobre como a mudança na lei atinge a saúde financeira das equipes.

O impacto financeiro do fim das apostas

Na nota, o clube esclarece que não busca defender apenas a si mesmo, mas o ecossistema esportivo como um todo. O Flamengo aponta que a rapidez da mudança na lei cria uma instabilidade perigosa. A medida provisória determina o fim dos patrocínios das bets em um curto espaço de tempo, o que gera insegurança jurídica para todos os envolvidos em contratos já assinados.

O clube ressalta que não é contra a regulação ou a melhoria das regras do setor de apostas. A preocupação é que, para uma mudança de tamanha magnitude, o governo e o STF respeitem a proteção da confiança e os princípios de segurança jurídica. O argumento é que uma proibição sem um período de transição justo pode gerar um efeito dominó negativo para a economia do esporte.

O cenário nas camisas da Série A

O impacto da decisão se estende a todo o país. O governo decretou que as casas de apostas teriam até 5 de outubro para retirar toda a publicidade e patrocínio. Consequentemente, 14 dos 20 clubes da Série A, que dependem dessa receita, terão de remover as estampas dos uniformes oficiais de forma imediata.

Com o corte de verba, muitas empresas de apostas já sinalizaram a intenção de rescindir os contratos com as equipes. Para o Flamengo, essa ruptura pode comprometer o orçamento anual, afetando desde a manutenção do elenco principal até o suporte a modalidades olímpicas e de formação esportiva. O clube agora espera que o STF leve esses dados de risco econômico em consideração ao decidir o caso.