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09 de agosto de 2026

Empresário é preso por estupro de menina após 4 anos de processo

Policia Estupro 22/07/2026 14:32 Amanda Divina - Folhamax folhamax.com

A Justiça decretou a prisão de um empresário de 41 anos, acusado de estuprar uma menina. O processo já durava quatro anos. A prisão foi feita depois que ele ameaçou um delegado que investigava o caso.

O advogado de defesa do empresário Maike Koseki de Capua, de 41 anos, afirmou que ele teve a prisão decretada por estupro de vulnerável. Isso aconteceu por causa de uma investigação sobre ameaças e coação contra um delegado da Polícia Civil, cujo nome não foi divulgado. A decisão foi assinada pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, em substituição legal, nesta terça-feira (21), em Cuiabá.

De acordo com o documento, o mandado de prisão é pelo crime de artigo 217-A do Código Penal. Esse artigo é sobre ter relações sexuais ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos.

  • O que é estupro de vulnerável É quando alguém comete abuso sexual contra uma criança ou adolescente com menos de 14 anos, ou contra uma pessoa que não pode se defender.
  • O processo já durava 4 anos: O caso começou em 2022 e estava em segredo de Justiça na 4ª Vara Criminal de Cuiabá.
  • O que motivou a prisão agora A Justiça decretou a prisão por causa de novas ameaças que o empresário fez a um delegado que investigava outro crime dele.
  • O que o advogado do empresário disse Ele disse que a prisão é por causa das ameaças, e não por um novo crime de estupro. Afirmou que não há nenhuma nova acusação de abuso sexual.
  • O empresário também é acusado de outros crimes: Ele responde por organização criminosa, lavagem de dinheiro e coação no processo.

Por outro lado, o advogado Lucas Figueiredo explicou que o processo é de 2022 e tramita em segredo de Justiça na 4ª Vara Criminal de Cuiabá. Segundo a defesa, o magistrado determinou a prisão por causa das notícias que saíram sobre Maike.

Conforme o jurista, o juiz decidiu decretar a prisão do empresário no processo que já dura quatro anos por causa da repercussão do caso de ameaça a um delegado em outra investigação da Polícia Civil.

"Esta defesa respeita a decisão do juiz; registra, no entanto, que a prisão é por fatos atuais, relacionados única e exclusivamente à condição de foragido e a supostos novos fatos, não havendo, em momento algum, acusação de novo crime de estupro. Reafirma-se, para que não haja dúvida: não há fato novo de estupro imputado ao cliente. A prisão não é por qualquer conduta sexual nova, mas exclusivamente pelas circunstâncias processuais acima mencionadas", disse a defesa de Maike Capua.

Após o cumprimento da ordem judicial, a Polícia Civil deverá comunicar a prisão ao juiz responsável para a realização dos procedimentos legais, incluindo a audiência de custódia, quando for o caso.

Maike também foi denunciado por uma empresária de Goiânia por um episódio de graves ameaças ocorrido na véspera da operação que buscava prendê-lo. A empresária C.D.C.M. registrou boletim de ocorrência relatando que vem sofrendo coações e ameaças por parte de Maike por causa de uma suposta dívida que ele cobra do seu ex-marido, Phillip Wook Han.

A defesa de Maike esclareceu que, até o momento, não foi notificada ou teve acesso às denúncias ou registros realizados no estado de Goiás. O casal mantém briga na Justiça com Maike. Maike já era considerado foragido da Justiça desde o último dia 14, quando passou a ser procurado pela Polícia Civil por suspeita de monitorar a rotina de um delegado responsável por investigá-lo em um caso de organização criminosa, em Cuiabá.

Segundo as investigações, ele também teria perseguido a esposa e o filho do policial. Além desse inquérito, o empresário responde por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e coação no curso do processo.

"Por fim, esclarece-se que, ao manifestar a seu advogado a intenção de se entregar, tal ato será realizado mediante pedido formal nos autos hoje negados a esta defesa , para apresentação na secretaria da Vara, realização de exame de corpo de delito e cumprimento das ordens da Justiça, garantida a sua segurança física e mental", reforçou o advogado.