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01 de agosto de 2026

Defesa de babá suspeita de pornografia infantil pede prisão domiciliar

Policia Abuso 01/08/2026 14:20 Mariana Lenz (Primeira Página) primeirapagina.com.br

A defesa da cuidadora de crianças Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, pediu à Justiça que ela possa cumprir prisão em casa. O pedido foi feito nesta sexta-feira (31) porque a jovem está há mais de 30 dias em uma delegacia, em condições consideradas degradantes pelos seus advogados. O pedido ainda não foi julgado.

A defesa da cuidadora de crianças Tafnes Cavalheiro de Souza, presa suspeita de produzir conteúdos de pornografia infantil e supostamente enviá-los ao empresário Fábio Serafim de Oliveira, de Sorriso (MT), pediu nesta sexta-feira (31) que ela seja transferida para prisão domiciliar. O pedido de habeas corpus ainda não foi julgado pela Justiça.

O advogado de Tafnes, Walter Rapuano, disse que protocolou o pedido porque a jovem está detida há mais de 30 dias em uma delegacia, e não em um presídio. Ele classificou a situação como degradante. Tafnes foi presa no dia 29 de junho.

  • A jovem Tafnes, de 19 anos, está presa há mais de um mês em uma delegacia de polícia, e não em uma cadeia ou presídio.
  • O advogado dela pediu que ela possa cumprir prisão em casa por causa das más condições na delegacia.
  • A Justiça ainda não decidiu se aceita ou não o pedido de prisão domiciliar.
  • Tafnes confessou que participou dos crimes de abuso sexual infantil.
  • Ela disse que foi aliciada pelo empresário quando era menor de idade, aos 16 anos.

O advogado afirmou que a cliente, hoje com 19 anos, alega que foi aliciada por Fábio Serafim quando era menor de idade, aos 16 anos, e trabalhava como babá na casa do empresário e da esposa dele. Segundo ela, a casa ficava em um local afastado da cidade. Em uma ocasião, o casal supostamente teria embriagado a jovem e a convencido a manter relações sexuais.

Como os crimes aconteciam

Depois, quando ela já tinha 18 anos e não trabalhava mais na casa, o empresário a procurou novamente para manter um caso extraconjugal e começou a ajudá-la financeiramente. Segundo a jovem, o homem descobriu que ela morava em uma casa onde havia crianças e começou a pedir fotos das crianças sem roupa, ameaçando não enviar mais dinheiro se ela não obedecesse.

O que diz a defesa do empresário

A reportagem procurou a defesa do empresário e da mulher dele para comentar o caso, mas até o momento não conseguiu contato. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Em novembro de 2025, a Justiça determinou a interdição do Centro de Ressocialização de Sorriso por causa da superlotação. A unidade tinha 380 presos, 214 a mais do que a capacidade máxima de 166 vagas. A reportagem também procurou a Secretaria de Justiça de Mato Grosso para perguntar sobre vagas em presídios femininos, mas não obteve resposta até o momento.

Operação Puer Defensus

As investigações que levaram à Operação Puer Defensus, deflagrada em Sorriso no dia 15 de julho, começaram após a prisão de Tafnes, em 29 de junho. O caso veio à tona quando uma parente de uma das crianças vítimas dos abusos viu a menina praticar um ato sexual com outra criança, achando que era normal. Ao questionar a criança, a parente ouviu que ela tinha sido ensinada a fazer aquilo na presença da babá e de um homem. A denúncia foi feita à Polícia Civil de Sorriso.

Ao ser presa em junho, a babá confessou as práticas em depoimento. O contato do empresário foi encontrado no celular da jovem, com conversas em que trocavam conteúdos. Segundo Tafnes, eles se conheceram quando ela trabalhou para o empresário. As investigações apontaram que a jovem vendia fotos e conteúdos dela mesma ao homem por valores de R$ 150. Com o tempo, ele passou a pedir também imagens de crianças.

Crianças eram atraídas com moedas e doces

Segundo a Polícia Civil, foram vítimas dos dois suspeitos ao menos cinco crianças, incluindo um bebê de 1 ano e 8 meses. Outras quatro crianças ficavam sob os cuidados da mulher: duas eram parentes dela e duas eram filhos de amigas, com idades entre 4 e 8 anos. Os abusos teriam ocorrido ao longo de 7 meses, entre agosto de 2025 e março de 2026. O homem oferecia balas e moedas para atrair as crianças. Os investigados apagaram diversos conteúdos e conversas de seus celulares, que serão recuperados pela perícia.