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08 de agosto de 2026

Polícia Civil desmonta esquema de clonagem e venda ilegal de carros alugados

Policia Operação 08/08/2026 16:35 Mateus Aguiar - Diário do Rio diariodorio.com

Operação Loki, da 41ª DP (Tanque), combate quadrilha que usava empresas de fachada e até um adolescente para lucrar com veículos adulterados no Rio e na Baixada Fluminense.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã da última sexta-feira (07/08), a Operação Loki com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudes contra a locadora de veículos Movida. Agentes da 41ª DP (Tanque), apoiados por outras unidades do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), cumpriram nove mandados de busca e apreensão em endereços espalhados pela capital fluminense e pela Baixada Fluminense.

As investigações, iniciadas em janeiro deste ano, revelaram uma estrutura organizada e com clara divisão de tarefas para alugar, clonar, adulterar e revender automóveis da frota da empresa.

  • A quadrilha usava empresas de fachada para alugar vários carros de uma só vez.
  • Pessoas eram recrutadas pela internet para retirar os veículos nas lojas.
  • Os carros tinham o motor e o chassi adulterados para serem vendidos como legais.
  • Um adolescente de 16 anos foi aliciado para movimentar o dinheiro do esquema.
  • Quem compra um carro clonado pode perdê-lo e ter prejuízo.

Entenda o Modus Operandi do esquema

O grupo criminoso atuava em diferentes frentes para retirar os veículos e inseri-los novamente no mercado consumidor como se fossem legais:

  • Empresas de Fachada e Laranjas: Uma firma fantasma era aberta em nome de um laranja para assinar dezenas de contratos de locação simultâneos com a Movida.
  • Recrutamento em Redes Sociais: Pessoas eram aliciadas via anúncios na internet especificamente para ir às lojas da locadora e retirar os carros.
  • Adulteração e Revenda: Com os automóveis em mãos, o grupo adulterava sinais identificadores como motor e chassi. Em seguida, os carros eram repassados a intermediários e agências para serem comercializados.
  • Lavagem de Dinheiro e Uso de Menor: Para ocultar a origem dos recursos, o grupo usava contas de terceiros e uma segunda empresa fantasma. As apurações apontam que um adolescente de 16 anos foi aliciado para emprestar sua conta bancária ao esquema, fator que deve agravar as acusações contra os adultos envolvidos.

Alerta e Impacto aos Compradores

A Polícia Civil faz um alerta a comerciantes e compradores finais, que se tornavam vítimas indiretas da fraude. Ao adquirir esses veículos com pendências contratuais ou adulteração de chassi, os compradores correm o risco de ter os bens apreendidos pela justiça e sofrer prejuízos financeiros irrecuperáveis.

O nome da ação remete ao deus da mitologia nórdica associado ao engano e à dissimulação, refletindo as farsas usadas pelo grupo. Em nota oficial, a Movida comunicou que tomou as providências cabíveis assim que teve conhecimento do caso e permanece à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos.