Investigação descobriu que duas irmãs dopavam estrangeiros na Lapa e na Pedra do Sal para roubar e fazer transferências bancárias.
Rio - Duas irmãs suspeitas de fazer parte de uma quadrilha especializada no golpe conhecido como Boa Noite, Cinderela foram presas ontem na Comunidade do Jockey, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. A prisão foi feita por agentes da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), que investigam o grupo desde 2024.
- As suspeitas são duas irmãs, de 36 e 26 anos.
- Elas agiam na Lapa e na Pedra do Sal, no Rio.
- As vítimas eram dopadas e tinham pertences roubados.
- Um turista turco perdeu mais de R$ 130 mil.
- As duas já têm várias passagens pela polícia.
Enailes da Conceição Silva, de 36 anos, e Hosane da Conceição da Silva, de 26, tiveram mandados de prisão preventiva por roubo qualificado. Contra elas havia seis ordens judiciais expedidas pela 27ª e pela 29ª Vara Criminal da Capital.
Segundo as investigações, as irmãs agiam principalmente na Lapa e na Pedra do Sal, no Centro do Rio, onde há muitos turistas brasileiros e estrangeiros. Elas abordavam as vítimas, dopavam e, enquanto estavam desacordadas, roubavam e acessavam as contas bancárias.
O que era roubado
Entre os objetos roubados estavam celulares, joias, notebooks, MacBooks e dinheiro em espécie, como reais, dólares e euros. A polícia também descobriu transferências bancárias feitas após os crimes. Em um dos casos, um turista da Turquia teve um prejuízo de 21.688,79 euros, que equivale a mais de R$ 130 mil.
A Deat informou que o grupo preferia agir contra turistas estrangeiros. Entre as vítimas identificadas estão cidadãos dos Estados Unidos, do Canadá e da Turquia.
Como agia a quadrilha
As investigações mostram que as duas mulheres agiam com uma terceira integrante, presa em julho de 2025. Em um dos casos, elas chegaram a roubar as chaves da casa de uma vítima, que precisou trocar as fechaduras por segurança.
A Polícia Civil disse que as prisões foram resultado de um trabalho de inteligência. Os registros mostram que Enaile tem 12 passagens por roubo e associação criminosa, e Hosane tem nove.
Próximos passos
As investigações continuam para encontrar outros envolvidos e vítimas que ainda não fizeram boletim de ocorrência. A reportagem tenta falar com a defesa das suspeitas, mas ainda não obteve retorno.


Momento da prisão das irmãs suspeitas de cometerem os crimes - Reprodução/Polícia Civil





