O delegado Bruno Abreu, responsável pelas investigações do caso, colocou em dúvida a versão de um subtenente da Polícia Militar que disse ter ligado para um suspeito de feminicídio para convencê-lo a se entregar. Para o delegado, a longa duração da conversa e o fato de o suspeito ter retornado a ligação indicam que havia uma relação de confiança entre eles.
O delegado Bruno Abreu colocou em dúvida a versão apresentada pelo subtenente Joarez Candido Silva, do 9º Batalhão da Polícia Militar, de que teria ligado para Fabiano Oliveira com o objetivo de convencê-lo a se entregar. Para o delegado, a duração da conversa e o fato de o suspeito ter retornado a ligação indicam que havia uma relação de confiança entre os dois.
Segundo Bruno Abreu, o próprio subtenente afirmou que conhecia Fabiano porque ele costumava consertar telefones celulares. Após reconhecer a foto do suspeito em um grupo, Joarez teria tentado ligar para ele. Fabiano não atendeu naquele momento, mas retornou o contato cerca de dez minutos depois.
- O delegado acredita que o suspeito confiava no PM por ter ficado 8 minutos ao telefone.
- O suspeito, Fabiano Oliveira, é procurado por feminicídio contra a ex-namorada.
- O subtenente Joarez afirmou que a ligação tinha o objetivo de convencer Fabiano a se entregar.
- A Polícia Civil investiga o conteúdo da conversa e a relação entre os dois.
- Fabiano retornou a ligação do PM, o que para o delegado reforça a hipótese de proximidade.
Ele falou que conhece ele, porque ele sempre arruma telefone lá. E quando ele viu a foto no grupo, ele entrou em contato com ele, aí ele não atendeu e ele retornou, o suspeito retornou pra ele dez minutos depois. Já eram todos de 10h50 da manhã, 10h53 era o horário lá. E ele ficou oito minutos no telefone, afirmou.
Joarez disse anteriormente que a intenção era convencer Fabiano a se entregar. Bruno Abreu, porém, afirmou considerar difícil que um homem procurado por feminicídio permanecesse oito minutos em contato com um policial caso não confiasse nele.
Versão contestada
A versão dele é que ele tava tentando fazer com que o cara se entregasse. Agora, um suspeito que acaba de matar uma ex-namorada, tava falando no telefone com o policial militar. Eu acho difícil um suspeito ficar oito minutos no telefone com o policial militar, dando essa brecha de ficar esse tempo todo no telefone, declarou.
Para o delegado, o fato de Fabiano ter retornado a ligação e permanecido por vários minutos na chamada reforça a hipótese de que havia proximidade entre os dois.
Investigação em andamento
O suspeito confiava nele. Confiava nele, provavelmente, porque oito minutos no telefone. Dá tempo de você, às vezes, rastrear. Tem várias formas de a gente conseguir identificar a pessoa e tentar prender, disse.
Bruno Abreu acrescentou que considera improvável que Fabiano mantivesse uma conversa tão longa com alguém que tratasse apenas como um desconhecido.
Então, eu acredito que o suspeito não ia ficar realmente no telefone com, entre aspas, um estranho, afirmou.
A Polícia Civil investiga qual era a relação entre Joarez e Fabiano e o que foi tratado durante a ligação. Até o momento, a investigação não concluiu que o subtenente tenha ajudado diretamente o suspeito a fugir.


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