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18 de agosto de 2026

Mensagens mostram como criminosos planejaram matar jovem e destruir provas

Policia Execução 18/08/2026 07:24 Gabriel Barbosa hnt.com.br

A polícia encontrou mensagens que mostram o plano para matar Lavínia, incluindo como acompanharam ela e como tentaram apagar tudo depois do crime.

MT HOJE

As mensagens trocadas entre os suspeitos ajudaram a polícia a entender o que aconteceu antes e depois da morte de Lavínia. Elas mostram que ela era vigiada antes de chegar à boate e que o grupo acompanhava cada passo dela até escolher onde matá-la.

As conversas foram recuperadas de celulares que a polícia apreendeu. As mensagens mais importantes estavam no celular de Túlio César de Oliveira Lima, que usava o nome 'Dominador' e tinha um contato salvo como 'Infinity'. A polícia descobriu que esse contato era de Aldo Rodrigues de Souza, conhecido como D40.

Resumo rápido

  • Lavínia foi morta com quatro tiros dentro de uma boate em Poxoréu.
  • A polícia suspeita que ela passava informações para a PM sobre o Comando Vermelho.
  • Túlio e Aldo estão presos e foram indiciados por homicídio qualificado e organização criminosa.
  • A ordem para apagar as provas foi dada logo após os disparos.
  • A polícia ainda procura o atirador.

O que disseram as mensagens

A primeira mensagem importante foi enviada às 23h54 do dia 9 de maio. 'Infinity' pediu para Túlio ficar pronto para 'resgatar um amigo'. Na hora, ainda não tinha um lugar certo para o encontro.

Durante a madrugada, Túlio perguntou se ainda precisava de ajuda. A resposta foi sim, porque a chuva tinha atrasado a saída da vítima.

Perto de 1h, disseram que a chuva parou e que Lavínia iria para o Rezende. Às 1h38, Túlio foi informado onde esperar e foi orientado a ir logo.

Minutos depois, Túlio disse que estava chegando ao local e perguntou qual moto o atirador usava. A resposta foi apagada e depois eles se falaram por telefone.

O crime aconteceu por volta de 2h. Lavínia levou quatro tiros e morreu na hora, dentro da boate.

Logo depois, às 2h02, 'Infinity' mandou Túlio apagar tudo do celular, incluindo o WhatsApp, e trocar de número.

Motivação e investigação

A polícia diz que as mensagens provam que os suspeitos participaram do planejamento, acompanharam a vítima e deram ordens depois do crime.

A polícia acredita que o motivo do crime foi a suspeita de que Lavínia passava informações para a PM sobre o Comando Vermelho, como endereços e carros usados no tráfico.

As mensagens também mostraram que Ana Clara, que estava com Lavínia antes do crime, sabia das suspeitas e do plano. Como ela era menor de idade (17 anos), não foi indiciada, e o caso será tratado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Aldo e Túlio foram indiciados por homicídio qualificado e por fazer parte de organização criminosa. O atirador ainda não foi encontrado.