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18 de agosto de 2026

Justiça manda afastar presidente do TCE do Maranhão

Policia Afastamento 18/08/2026 08:18 Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

Suspeito de envolvimento na morte de um empresário, o presidente do Tribunal de Contas do Maranhão, Daniel Brandão, foi afastado do cargo por 180 dias pelo ministro Flávio Dino, do STF. A decisão visa proteger as investigações.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão, pelo prazo de 180 dias.

A decisão também proíbe Brandão de entrar nas dependências do órgão, usar seus sistemas eletrônicos, participar de eventos relacionados ao cargo, usar bens do tribunal e ter contato com o governador do estado, Carlos Brandão, que é seu tio, e com o ex-secretário estadual Raimundo Cutrim.

  • Daniel Brandão é presidente do TCE-MA e sobrinho do governador.
  • O afastamento é por 180 dias.
  • Ele é investigado por participação na morte de um empresário em 2022.
  • A polícia suspeita de propina em contratos do governo.
  • A defesa do governador questiona a competência do STF.

O afastamento foi determinado durante a investigação do assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, em 2022. A polícia suspeita que ele foi morto por discordar da distribuição de propina em contratos do governo estadual.

Segundo as investigações, Daniel Brandão teria participado de uma reunião que precedeu o crime, mas seu nome foi omitido nas investigações iniciais da Polícia Civil.

Para Flávio Dino, o afastamento é necessário para preservar as investigações.

Em sua decisão, Dino afirmou: "As investigações trazem sérios elementos de prova de que, desde o momento do crime até os dias atuais, o grupo investigado tem lançado mão de todas as ações ao seu alcance para blindar a identificação de Daniel Brandão em tal investigação".

Defesa

Em nota, Daniel Brandão disse que recebeu "com profunda perplexidade" a notícia sobre seu afastamento e que vai demonstrar a "verdade dos fatos".

Ele afirmou: "Desde o início, sempre estive e continuo inteiramente à disposição das autoridades e do Poder Judiciário para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, tendo, inclusive, peticionado espontaneamente nos autos, colocando-me à disposição para ser ouvido".

A defesa do governador Carlos Brandão disse que Flávio Dino não tem competência legal para julgar o caso, que seria atribuição do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além disso, os advogados afirmaram que não tiveram acesso à investigação.

Eles declararam: "A defesa, que há mais de um ano tenta sem êxito acesso às investigações sigilosas, examinará oportunamente os atos praticados e adotará todas as medidas constitucionais e legais cabíveis para restaurar as garantias do juiz natural, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e do sistema acusatório".