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22 de agosto de 2026

Justiça libera leilão de bens de facção criminosa em Mato Grosso

Policia Leilão 22/08/2026 21:15 Giovanna Baiocco, g1 MT g1.globo.com

A Justiça de Mato Grosso autorizou novas etapas para leiloar carros, joias e outros itens apreendidos de uma facção criminosa. A decisão também pede a avaliação das joias e a apresentação de documentos dos veículos.

A Justiça determinou novas medidas para avançar no leilão e na destinação de bens apreendidos durante a Operação Ragnatela, que investigou suspeitos de integrar uma facção criminosa de Mato Grosso e de promover shows nacionais e lavar dinheiro em casas noturnas de Cuiabá.

A decisão foi assinada nesta semana pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

  • Carros e joias apreendidos poderão ser leiloados.
  • A Justiça pediu avaliação das joias.
  • Documentos dos veículos devem ser apresentados.
  • O Ministério Público tem até 5 dias para se manifestar.
  • A operação cumpriu mais de 40 mandados em Mato Grosso e no Rio de Janeiro.

Entre os bens envolvidos no processo estão veículos, joias e outros itens apreendidos durante a investigação. A decisão também prevê a avaliação das joias e a apresentação de documentos relacionados aos veículos.

A operação investigou um esquema que, segundo as autoridades, utilizava casas noturnas e eventos para movimentar e ocultar dinheiro de origem ilícita. A investigação também apontou a realização de shows nacionais como parte das atividades do grupo.

Também ficou definido que o Ministério Público deve se manifestar em até cinco dias sobre pedidos relacionados aos bens.

Entenda o caso

Mais de 40 mandados de prisão e busca foram cumpridos durante a Operação Ragnatela, contra suspeitos de integrar a maior facção criminosa de Mato Grosso, responsável por promover shows nacionais e lavar dinheiro em casas noturnas de Cuiabá.

Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos oito mandados de prisão e 36 de busca e apreensão, em Mato Grosso e no Rio de Janeiro, além do sequestro de imóveis e veículos, bloqueio de contas bancárias, afastamento de servidores de cargos públicos e suspensão de atividades comerciais.

As investigações identificaram que os criminosos participavam da gestão das casas noturnas e, com isso, o grupo passou a realizar shows de cantores nacionalmente conhecidos, custeados pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promoters.

Os investigados movimentaram mais de R$ 79,1 milhões entre 2018 e 2022.