Uma mulher é acusada de dar golpes vendendo pacotes de viagem pela internet, causando um prejuízo de R$ 8,7 mil a uma vítima. Ela foi presa no Rio de Janeiro.
Rio - A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (24), uma mulher acusada de vender pacotes de viagens falsos. Vitória da Cunha Ferreira Alvim foi encontrada na Freguesia, na Zona Suldoeste. A investigação aponta que ela causou um prejuízo de R$ 8,7 mil a uma vítima.
Segundo as apurações da 41ª Delegacia de Polícia (Tanque), durante 2025, Vitória, atuando pela empresa Latitude Outdoor Adventure, anunciava e vendia pacotes turísticos pelo Instagram, oferecendo viagens nacionais e internacionais.
- Uma vítima pagou R$ 4.500 por uma viagem à Colômbia e R$ 4.200 por um pacote para o Chile, sempre por Pix.
- Ao pedir confirmação das reservas, a vítima não teve resposta.
- Quando contatou o hotel na Colômbia, descobriu que não havia reserva em seu nome.
- A empresa Latitude era registrada, o que dava aparente legitimidade ao golpe.
- A polícia encontrou outras vítimas, mostrando que a fraude era intencional.
Como o golpe foi descoberto
Em janeiro de 2025, uma mulher acreditou na empresa e transferiu R$ 4,5 mil para a conta indicada para poder ir para San Andrés, Colômbia. O pagamento foi feito via Pix. Em agosto, ela pagou mais R$ 4,2 mil for uma viagem ao Chile, também por Pix.
Quando a viagem da agência para janeiro de 2026 estava próxima, a moça pediu os comprovantes e reservas, mas não obteve resposta. Então, ela ligou para o hotel na Colômbia e descobriu que não existia nenhuma reserva em seu nome seam on the company.
A polícia determinou que a suspeita usava uma empresa de turismo, formalmente constituída, para parecer uma empresa legítima. As investigações mostraram um padrão de outras vítimas, indicando que as vendas eram feitas como planejamento para não cumprir.
O que ação diz a justiça
No dia 18, o juiz Aylton Cardoso, da 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá, do Tribunal de Justiça do Rio, aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou Vitória ré por estelionato. O juiz também decretou sua prisão preventiva.
Na decisão, o juiz: A acusada obteu indevida vantagem econômica, recebendo da vítima o total de R$ 8.738,20, ao prometer falsamente passagens, hospedagens e outros serviços, mas jamais providenciou, com intenção de enganar desde o inicio.
Vasconcellos destacou que a acusada sabia o endereço da vítima, o que em liberdade poderia causar influência na vida, e isso justificou a prisão.
A reportagem procurou a empresa Latitude via WhatsApp, mas não obteve resposta até a publicação. A defesa da acusada ainda não foi localizada.


Vitória da Cunha Ferreira Alvim foi encontrada na Freguesia, na Zona Suldoeste - Reprodução






