A Polícia Civil investiga o suplente de deputado Hugo Garcia e o ex-diretor Afrânio Migliari por suspeita de desviar mais de R$ 1 milhão do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Cuiabá, e a Justiça bloqueou contas bancárias dos investigados.
O suplente de deputado estadual e candidato ao mesmo cargo Hugo Garcia (PSDB), ex-presidente do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT), é um dos alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira, 24 de agosto, em Cuiabá. O ex-diretor Afrânio Migliari também foi alvo da operação.
A investigação apura supostas irregularidades em movimentações financeiras realizadas durante uma disputa pela administração e representação legal do instituto. Entre os crimes investigados estão furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica.
O que se sabe até agora
- Dois mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar foram cumpridos.
- A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos suspeitos.
- Também foram suspensos os acessos dos investigados às contas do Imafir-MT.
- Um ex-dirigente teria feito movimentações financeiras mesmo após decisão judicial que o impedia.
- As transações irregulares somam mais de R$ 1 milhão.
Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão dos acessos dos investigados às contas do Imafir-MT.
A investigação aponta que um ex-dirigente teria realizado movimentações financeiras mesmo depois de um acordo homologado judicialmente e de uma decisão que o impedia de reassumir a presidência e praticar atos em nome da entidade.
De acordo com a apuração, as transações consideradas irregulares ultrapassam R$ 1 milhão. Uma delas, de quase R$ 774 mil, teria sido destinada a uma conta pessoal e a uma empresa pertencente ao então diretor-executivo do instituto. Outra transferência, de R$ 270 mil, teria sido feita para um escritório de advocacia.
Além das buscas, a Justiça determinou a suspensão e desativação de credenciais eletrônicas, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e outros mecanismos usados para movimentar as contas da entidade.
A Polícia Civil informou que documentos, computadores, celulares e registros contábeis apreendidos serão analisados e periciados. O objetivo é esclarecer as contratações, as autorizações bancárias e a destinação dos valores investigados.
Hugo Garcia é investigado no caso. As medidas cautelares não representam condenação nem comprovação definitiva de responsabilidade.


Investigação (IA)





